
Lufthansa vence disputa com Air France-KLM e será a nova parceira da TAP na privatização
Lufthansa vence disputa com Air France-KLM e será a nova parceira da TAP na privatização
Companhia aérea alemã foi escolhida para adquirir 44,9% da transportadora portuguesa em uma operação avaliada em mais de € 1 bilhão. Negócio ainda depende de etapas contratuais e da aprovação das autoridades europeias.
A Lufthansa venceu a disputa pela participação na TAP Air Portugal e superou a proposta concorrente do grupo Air France-KLM. A informação foi publicada pelo jornal português Jornal Económico em 14 de outubro de 2026, com base em informações apuradas pela reportagem.
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A decisão representa um passo importante no processo de privatização da companhia aérea portuguesa, que poderá ganhar um novo parceiro estratégico para ampliar suas operações internacionais, especialmente nas ligações entre a Europa e a América do Sul.
Apesar da escolha da Lufthansa, a operação ainda não está concluída. O governo português precisará aprovar os instrumentos contratuais, e a transação dependerá da autorização das autoridades de concorrência da União Europeia.
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Quanto vale a privatização da TAP?
As propostas melhoradas apresentadas pelos interessados para a aquisição de 44,9% da TAP superaram € 1 bilhão, segundo as informações divulgadas pelo Jornal Económico, que também citou dados publicados pela Bloomberg.
Com base nesses valores, a avaliação implícita para 100% da companhia portuguesa ultrapassaria € 2 bilhões.
O processo considera não apenas o valor financeiro oferecido, mas também o compromisso de longo prazo com a empresa e o desenvolvimento da aviação em Portugal.
Entre os critérios avaliados pelo governo estão:
- O valor financeiro a ser recebido pelo Estado português.
- A qualidade do plano industrial e estratégico.
- O crescimento e a modernização da frota.
- O desenvolvimento do novo aeroporto de Lisboa.
- Os investimentos na operação aérea no Porto e em outros aeroportos portugueses.
- O uso de combustíveis sustentáveis.
- O fortalecimento das atividades de manutenção e engenharia aeronáutica.
O governo também deixou aberta a possibilidade de uma segunda fase de privatização, que deverá ser tratada em um processo separado.
Por que a Lufthansa quer comprar parte da TAP?
A TAP tem uma posição estratégica para conectar cidades europeias a destinos brasileiros e a outros mercados da América do Sul. Lisboa funciona como um importante ponto de conexão entre os dois continentes.
Para a Lufthansa, a participação na companhia portuguesa representa uma oportunidade de ampliar sua presença no Atlântico Sul e fortalecer sua posição em um mercado no qual já concorre com grandes grupos internacionais.
A empresa alemã afirmou anteriormente que sua proposta representa um compromisso de longo prazo com a TAP e com Portugal. Segundo a companhia, sua experiência no desenvolvimento de empresas aéreas com redes de conexões poderá contribuir para o crescimento e a competitividade da transportadora portuguesa.
A operação também poderá ampliar as possibilidades de integração comercial e operacional entre as companhias do grupo Lufthansa e a TAP, respeitando as aprovações regulatórias necessárias.
Lufthansa pode liderar os voos entre Europa e América do Sul
Um dos principais objetivos estratégicos da operação é ampliar a participação do grupo Lufthansa no mercado de voos entre a União Europeia e a América do Sul.
De acordo com os números de participação de mercado citados pelo Jornal Económico, referentes a 2025, a distribuição era a seguinte:
| Grupo ou companhia | Participação de mercado |
|---|---|
| IAG | 20% |
| Air France-KLM | 17% |
| LATAM | 13% |
| TAP | 11% |
| Turkish Airlines/Air Europa | 11% |
| Grupo Lufthansa | 9% |
Os números mostram a relevância da TAP para a estratégia da Lufthansa. Somando as participações de mercado apresentadas para as duas companhias, o grupo alemão alcançaria aproximadamente 20%, patamar equivalente ao da IAG.
Essa soma é uma referência indicativa, baseada nos percentuais divulgados pela publicação portuguesa, e não uma confirmação de participação futura após a conclusão da operação.
A integração comercial poderá fortalecer a oferta de conexões entre diferentes cidades europeias e destinos sul-americanos, mas os resultados dependerão dos planos operacionais e das condições impostas pelas autoridades regulatórias.
O que muda para os brasileiros que viajam para a Europa?
A escolha da Lufthansa como parceira da TAP pode ter consequências importantes para os passageiros brasileiros, especialmente para quem utiliza Lisboa como porta de entrada na Europa.
Entre os possíveis efeitos estão:
Mais possibilidades de conexão: uma integração mais ampla entre as redes das companhias poderá facilitar itinerários envolvendo diferentes cidades europeias.
Mudanças na oferta de voos: a estratégia futura poderá influenciar frequências, destinos e a distribuição da capacidade entre os mercados atendidos.
Novas oportunidades para programas de fidelidade: eventuais mudanças nas parcerias comerciais poderão afetar o acúmulo e o resgate de milhas, mas ainda não há confirmação de alterações específicas decorrentes da privatização.
Concorrência nas rotas internacionais: a operação poderá modificar o posicionamento dos grupos europeus no mercado sul-americano, com possíveis reflexos sobre a oferta de voos e as condições comerciais.
É importante destacar que esses são efeitos potenciais. A escolha da Lufthansa não significa, por si só, que as passagens ficarão mais baratas ou que haverá aumento imediato de frequências entre o Brasil e Portugal.
Quando a privatização será concluída?
A conclusão da privatização deverá levar mais tempo. Segundo o Jornal Económico, a expectativa mencionada pelo ministro das Finanças português é que a autorização da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia ocorra em um prazo de 18 a 24 meses.
Antes disso, o Conselho de Ministros português precisará aprovar os instrumentos contratuais, incluindo o contrato de compra e venda das ações e o acordo parassocial.
A operação ainda estará sujeita à análise das autoridades europeias, que avaliarão seus efeitos sobre a concorrência.
Por isso, embora a Lufthansa tenha sido escolhida como vencedora da disputa, a aquisição dos 44,9% da TAP ainda depende das etapas formais e regulatórias.
Conclusão
A escolha da Lufthansa representa um movimento estratégico para o futuro da TAP e para o mercado de aviação entre a Europa e a América do Sul.
Com uma proposta superior a € 1 bilhão pela participação de 44,9%, a companhia alemã busca fortalecer sua presença em Portugal e ampliar sua capacidade de competir em um dos mercados internacionais mais importantes para a transportadora portuguesa.
Para os brasileiros, a principal questão será acompanhar como a possível integração entre as empresas afetará as conexões, a oferta de voos e as parcerias de fidelidade.
Por enquanto, a vitória da Lufthansa marca uma etapa decisiva da privatização, mas os efeitos concretos para passageiros e para o mercado dependerão da conclusão do negócio e das decisões que serão tomadas nos próximos anos.
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