
Cartões Elo para milheiros: pontuação, anuidade e review completo (Caixa, Bradesco, BB e Banese)
Durante anos, o Elo foi tratado como bandeira de segunda linha no mundo das milhas — presente na carteira mais por acaso do que por estratégia. Isso mudou. Entre novembro de 2024 e setembro de 2026, uma sequência de campanhas amarrou o Elo diretamente ao Clube Livelo, e o que começou como um benefício pontual virou um padrão que se repete: quem tem um cartão Elo Nanquim ou Diners Club na carteira consegue acessar bonificações que simplesmente não existem para quem paga com Visa, Mastercard ou Amex.
Neste review, reunimos o histórico completo dessa aproximação, a pontuação e a anuidade de cada cartão Elo relevante do mercado — Caixa, Bradesco, Banco do Brasil e Banese — e uma forma prática de decidir se vale a pena abrir (ou manter) um Elo na sua estratégia de acúmulo.
Como a aproximação entre Elo e Livelo começou

O marco inicial foi 04 de novembro de 2024, quando entrou em vigor uma campanha de longa duração — válida até 30 de novembro de 2025 — reservada a portadores de Elo Nanquim e Elo Diners Club. Ela funcionava em duas frentes: quem assinava o Clube Livelo pela primeira vez pagando com um desses cartões ganhava entre 7.200 e 28.800 pontos extras, distribuídos bimestralmente ao longo de dois anos; quem já era assinante e fazia upgrade de plano podia chegar a 60.000 pontos bônus, também parcelados mês a mês por 24 meses. Não era uma promoção relâmpago — era uma vigência de mais de um ano inteiro, o que já sinalizava que a Livelo enxergava o Elo como parceiro estratégico, não como coadjuvante.
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A escalada seguinte veio em agosto de 2026, quando a Livelo rodou sua primeira campanha de compra de pontos com condição exclusiva para Elo — até então, esse tipo de oferta era território de Visa e Mastercard. O desconto padrão de até 54% na compra de pontos ganhou um adicional de 20% de bônus só para quem pagava no cartão Elo, derrubando o custo efetivo do milheiro para R$ 26,83, com limite de 250.000 pontos por CPF. Foi o primeiro sinal concreto de que o Elo passaria a disputar espaço nas melhores promoções do mercado, e não apenas nas campanhas de nicho.
Em setembro de 2026, o padrão se confirmou: nova campanha, válida de 01 a 30/09, oferecendo de 500 a 1.000 pontos bônus para quem assina o Clube Livelo pagando com Elo, e até 24.000 pontos extras em 12 meses para quem faz upgrade de plano. Isoladamente, cada campanha parece modesta. Em sequência — 2024, 2025, 2026, quase sem pausa — elas desenham uma tendência: o Elo deixou de ser só uma bandeira de pagamento e virou um requisito de elegibilidade para promoções que valem a pena perseguir.
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Todos os cartões Elo relevantes: pontuação e anuidade
Reunimos abaixo os principais cartões Elo que pontuam na Livelo, com a pontuação por dólar gasto (dentro e fora do Brasil) e o valor cheio da anuidade — a base para calcular se o cartão se paga com o seu volume de gastos.
| Banco | Cartão | Pontos/US$ nacional | Pontos/US$ internacional | Anuidade | Como isentar |
|---|---|---|---|---|---|
| Caixa | Elo Diners Club | 3,0 | 4,0 | R$ 1.440,00/ano (12x R$ 120,00) | Cashback de 50% da parcela com fatura acima de R$ 5 mil/mês; 100% acima de R$ 10 mil/mês |
| Caixa | Elo Nanquim | 2,3 | 3,2 | R$ 828,00/ano (12x R$ 69,00) | Cashback de 50% da parcela com fatura acima de R$ 4 mil/mês; 100% acima de R$ 8 mil/mês |
| Caixa | Elo Grafite | 1,6 | 1,6 | R$ 414,00/ano | Sem regra de isenção padrão publicada — depende de campanha |
| Caixa | Elo Mais | Não pontua (cashback direto) | — | Isento | Não se aplica |
| Bradesco | Elo Diners Club | 2,2 | 3,3 | R$ 1.607,00/ano | Gasto médio acima de R$ 10 mil/mês |
| Bradesco | Elo Nanquim | 1,8 | 2,5 | R$ 1.428,00/ano (12x R$ 119,00) | Gasto médio próximo de R$ 10 mil/mês (regras vêm ficando mais rígidas) |
| Bradesco | Elo Grafite | 1,0 | 2,0 | R$ 708,00/ano (12x R$ 59,00) | 50% com investimento entre R$ 75 mil e R$ 149,9 mil; 100% acima de R$ 150 mil |
| Banco do Brasil | Ourocard Elo Nanquim Diners Club | 2,2 | 3,0 | R$ 1.296,00/ano (12x R$ 108,00) | 100% com fatura acima de R$ 10 mil (clientes Estilo) ou R$ 15 mil (demais); ou investimento acima de R$ 250 mil |
| Banco do Brasil | Ourocard Elo Nanquim | 2,0 | 3,0 | R$ 1.056,00/ano (12x R$ 88,00) | Mesma regra: fatura acima de R$ 10 mil (Estilo) ou R$ 15 mil (demais); ou investimento acima de R$ 250 mil |
| Banco do Brasil | Ourocard Elo Grafite | 1,4 | 1,4 | R$ 519,00/ano (12x R$ 43,25) | 100% com fatura a partir de R$ 6 mil/mês |
| Banese | Elo Nanquim | 2,2 (já houve promoção turbinando para 3,0) | 2,2 | ≈ R$ 720,00/ano (1º ano grátis) | Fatura a partir de R$ 5.500/mês |
Review por emissor
Caixa: o Diners Club virou o mais forte do mercado — mas ficou mais caro

Depois do reforço de pontuação em junho de 2026, o Elo Diners Club da Caixa passou a acumular até 4 pontos por dólar em compras internacionais, a melhor marca entre todos os Diners Club bancários do país. O problema é que a anuidade acompanhou: subiu de R$ 1.100 para R$ 1.440 em julho de 2026. Na prática isso só pesa para quem gasta pouco — a isenção não é mais “tudo ou nada”, e sim proporcional: metade da parcela mensal sai de graça a partir de R$ 5 mil em gastos, e a anuidade inteira zera a partir de R$ 10 mil/mês. Ou seja, para quem já concentra um volume alto de gastos no cartão, o Diners Club da Caixa não custa nada — e ainda pontua mais que a concorrência.
No meio do caminho está o Elo Nanquim: 2,3 pontos por dólar no Brasil e 3,2 fora, por R$ 828/ano, com cashback de 50% da parcela a partir de R$ 4 mil/mês em gastos e 100% a partir de R$ 8 mil — uma ponte entre o Grafite de entrada e o Diners Club premium.
Do outro lado da régua, o Elo Grafite da Caixa é uma porta de entrada barata (R$ 414/ano, sem isenção padrão) e o Elo Mais nem pontua — funciona como cartão de cashback puro. Para quem só quer ter um Elo qualquer disponível para participar de campanhas de adesão, sem gastar muito com ele, esses dois cumprem o papel.
Bradesco: pontuação intermediária, anuidade nas alturas

O trio Bradesco (Diners Club, Nanquim, Grafite) pontua menos que o equivalente da Caixa em quase todas as faixas, mas cobra mais: o Diners Club chega a R$ 1.607 de anuidade, o maior valor do comparativo. A isenção também está mais difícil — o banco vem apertando os critérios nos últimos meses, e hoje o gasto médio necessário gira em torno de R$ 10 mil mensais, um patamar que já era referência antes de ficar assim mais restrito. Ainda assim, o Bradesco segue relevante porque a Livelo é o programa próprio do banco, e boa parte das campanhas Elo+Livelo — incluindo o benefício original de nov/2024 — foram desenhadas justamente pensando em Nanquim e Diners Club.
Banco do Brasil: o mais barato dos três grandes, com pontuação equivalente

O Ourocard Elo Nanquim Diners Club do BB cobra a menor anuidade entre os três “Diners Club premium” (R$ 1.296 contra R$ 1.440 da Caixa e R$ 1.607 do Bradesco) com pontuação de 3 pts/US$ fora do Brasil — abaixo dos 4 pts da Caixa, mas ainda competitiva. A isenção tem duas portas: fatura de R$ 10 mil/mês para clientes do segmento Estilo, ou R$ 15 mil/mês para os demais — um critério mais alto que o da Caixa, mas sem depender de um degrau intermediário de cashback parcial. O Ourocard Elo Grafite, por sua vez, é hoje a entrada mais barata entre os grandes bancos: R$ 519/ano, isento a partir de R$ 6 mil de fatura mensal.
Banese: o queridinho de quem não quer (nem precisa) de um cartão premium
O Banese Elo Nanquim ocupa um espaço que nenhum dos três grandes bancos preenche: pontuação de banco premium (2,2 pts/US$, já tendo rodado promoções turbinando para 3,0) com anuidade de banco regional — cerca de R$ 720/ano, isenta no primeiro ano, e liberada de novo a partir de R$ 5.500 em gastos mensais. É a opção mais acessível da lista para quem quer um Elo Nanquim de verdade sem precisar concentrar R$ 10 mil por mês de gasto para justificar o cartão.
Vale a pena ter um Elo na carteira? Depende do seu volume de gasto
A forma mais honesta de responder essa pergunta é separar por faixa de gasto mensal dedicado ao cartão — não ao total das suas despesas, mas ao que você realmente pretende direcionar para esse Elo específico.
Acima de R$ 10 mil/mês: aqui o cálculo pesa a favor dos Diners Club premium. Com esse volume, tanto a Caixa quanto o BB zeram a anuidade, e a Caixa ainda leva vantagem na pontuação (4 pts/US$ fora do Brasil). R$ 120 mil de gasto anual a essa taxa rendem algo perto de 72 mil pontos — sem contar bônus de campanhas de transferência, que historicamente já passaram de 160% em datas como aniversário do programa.
Entre R$ 5 mil e R$ 10 mil/mês: a conta fica mais equilibrada, e é a faixa em que o Banese Elo Nanquim se destaca — pontuação de banco grande, anuidade de banco pequeno, isento a partir de R$ 5.500. Também é a faixa em que vale considerar o cashback parcial da Caixa (50% da anuidade isenta) se você já tiver conta lá.
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Abaixo de R$ 5 mil/mês: não faz sentido perseguir pontuação máxima. O objetivo aqui é outro: ter algum Elo ativo — Grafite da Caixa, do BB, ou até o Elo Mais — só para não ficar de fora quando a Livelo lançar a próxima campanha restrita a portadores Elo. O histórico de 2024 a 2026 mostra que essas campanhas continuam aparecendo, e nelas o que importa não é o volume de pontos que o cartão gera sozinho, mas o simples fato de ele existir na sua carteira.
O que muda no cálculo do milheiro
Pontuação e anuidade contam parte da história — a outra parte é o custo efetivo do milheiro depois que os pontos saem do cartão. Na promoção de agosto de 2026, por exemplo, o desconto de 54% somado ao bônus de 20% do Elo resultou em milheiro de R$ 26,83 na compra direta de pontos Livelo — abaixo da média histórica de transferência Livelo→Smiles (em torno de R$ 28,58) e Livelo→Azul (em torno de R$ 26,24), mostrando que vale sempre comparar o preço da promoção do momento com a média que você já vem pagando, em vez de julgar só pelo percentual de desconto anunciado.
Perguntas frequentes
Qualquer cartão Elo participa das campanhas Livelo?
Não. A maioria das campanhas específicas, incluindo a de compra de pontos de agosto de 2026, exige Elo Nanquim ou Elo Diners Club. Cartões de entrada como Grafite ou Elo Mais costumam ficar de fora das condições mais fortes, embora participem de campanhas de adesão ao Clube Livelo mais amplas.
Qual Elo Diners Club pontua mais hoje?
O da Caixa, com até 4 pontos por dólar em compras internacionais desde junho de 2026 — à frente do Bradesco (3,3) e do Banco do Brasil (3,0).
Qual Elo tem a anuidade mais baixa entre os cartões “de verdade” (não Grafite/entrada)?
O Banese Elo Nanquim, a cerca de R$ 720/ano — bem abaixo dos R$ 1.056 a R$ 1.607 cobrados pelos Nanquim/Diners Club dos três grandes bancos.
Vale abrir um Elo só para participar de promoções, sem usar no dia a dia?
Sim, principalmente nas faixas de cartão de entrada (Grafite, Elo Mais), que não cobram anuidade alta. O histórico recente mostra campanhas recorrentes de adesão e upgrade que recompensam simplesmente ter o cartão ativo, independente do volume de uso.




















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