
Itaú The One perde o Ilimitado “limite invisível”: mudança reduz exclusividade
Itaú The One perde o “limite invisível”: mudança reduz exclusividade, mas pode melhorar a experiência dos clientes
O Itaú iniciou uma importante mudança no The One Mastercard World Legend, um dos cartões mais sofisticados do portfólio Personnalité e Private. A partir do fim de julho de 2026, os clientes passarão a visualizar diretamente no aplicativo o limite de crédito disponível para compras.
Embora a novidade pareça apenas uma atualização operacional, ela representa uma mudança de conceito para um cartão que sempre cultivou a imagem de possuir um limite praticamente “invisível”. O The One nunca foi oficialmente um cartão sem limite, mas o fato de não exibir um valor específico reforçava a percepção de exclusividade entre seus clientes.
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Agora, o Itaú aposta em mais transparência, mesmo que isso signifique abrir mão de parte do glamour que acompanhava o produto desde seu lançamento.
O que muda no Itaú The One?
Com a atualização, o aplicativo do Itaú passará a mostrar ao cliente:
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- Limite total disponível;
- Valor utilizado;
- Crédito restante para novas compras.
Na prática, o funcionamento do cartão continua baseado na política de crédito do banco, mas o cliente passa a ter uma visão clara da sua capacidade de compra.
Essa alteração aproxima o The One do modelo adotado pela maior parte dos cartões premium disponíveis no mercado brasileiro.
O The One era realmente um cartão ilimitado?
A resposta é não.
Apesar da fama construída ao longo dos anos, o The One sempre operou com critérios internos de aprovação, considerando fatores como:
- patrimônio financeiro;
- relacionamento com o Itaú;
- histórico de pagamentos;
- perfil de gastos;
- análise de risco em tempo real.
O diferencial era justamente não apresentar um limite fixo ao cliente, criando uma experiência semelhante à encontrada em alguns cartões internacionais de altíssima renda.
Essa característica ajudava a posicionar o produto acima dos cartões convencionais.
Exclusividade perde força
No segmento de alta renda, benefícios são importantes, mas a experiência também faz diferença.
Durante anos, possuir um cartão sem um limite visível transmitia a sensação de exclusividade e flexibilidade financeira.
Com a exibição de um limite no aplicativo, parte dessa percepção desaparece.
Embora isso não reduza necessariamente a capacidade de crédito do cliente, o aspecto simbólico do produto acaba sendo afetado.
Mais transparência para quem realiza grandes compras
Se por um lado alguns clientes lamentam a perda da característica mais emblemática do cartão, outros enxergam vantagens na novidade.
Uma das principais críticas feitas ao The One era justamente a falta de previsibilidade para compras de maior valor.
Agora, será possível acompanhar exatamente quanto ainda está disponível antes de realizar uma transação, evitando recusas inesperadas e facilitando o planejamento financeiro.
Além disso, especialistas acreditam que essa mudança pode abrir caminho para futuras funcionalidades, como a redistribuição de limite entre cartões vinculados ao mesmo relacionamento bancário.
Sala Pedra Preta reforça posição do The One
A mudança acontece em um momento no qual o Itaú também reforça os benefícios do cartão.
O grande destaque é o acesso à Sala Pedra Preta, inaugurada recentemente no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Com aproximadamente 1.400 m², funcionamento 24 horas e um ambiente voltado aos clientes Personnalité e Private, o espaço rapidamente passou a integrar a lista das salas VIP mais sofisticadas do Brasil.
Para muitos clientes, esse benefício tornou-se um diferencial muito mais relevante do que a antiga percepção de um cartão sem limite aparente.
Como o The One se posiciona frente aos concorrentes?
O segmento premium evoluiu rapidamente nos últimos anos.
Hoje, cartões como:
- C6 Graphene World Legend;
- BRB DUX Visa Infinite;
- Caixa Altus Visa Infinite;
- Unicred Ímpar;
- Santander Unlimited;
- Porto Visa Infinite Privilege;
oferecem benefícios robustos, programas de fidelidade competitivos e experiências exclusivas em aeroportos.
Nesse cenário, o Itaú passou a investir mais na experiência oferecida ao cliente do que apenas no conceito de exclusividade do produto.
Pontos fortes do Itaú The One
Mesmo com as mudanças, o cartão continua apresentando diferenciais importantes:
- acesso à Sala Pedra Preta;
- acessos LoungeKey;
- integração ao ecossistema Itaú Personnalité e Private;
- boa aceitação internacional por ser Mastercard World Legend;
- atendimento dedicado aos segmentos de alta renda.
Pontos que ainda precisam evoluir
Apesar da evolução recente, alguns aspectos ainda recebem críticas de especialistas e clientes:
- pontuação inferior à de alguns concorrentes;
- spread internacional elevado;
- concierge menos completo do que produtos equivalentes;
- anuidade considerada alta para o conjunto de benefícios.
Vale a pena continuar com o Itaú The One?
Para clientes que valorizam viagens, salas VIP e integração com o ecossistema Itaú, a resposta continua sendo positiva.
A chegada da Sala Pedra Preta fortaleceu significativamente o posicionamento do cartão e compensou parte das mudanças ocorridas recentemente.
Já a decisão de tornar o limite visível representa uma mudança de filosofia.
O The One perde parte do simbolismo associado ao conceito de cartão “sem limite”, mas entrega algo que muitos usuários desejavam há bastante tempo: mais transparência, previsibilidade e controle financeiro.
Em um mercado cada vez mais competitivo, no qual novos cartões premium surgem oferecendo benefícios diferenciados, a estratégia do Itaú parece caminhar para uma experiência mais prática, sem abrir mão do público de alta renda.
Resta saber se essa combinação será suficiente para manter o The One entre os cartões mais desejados do país.
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