
O fim dos cartões Black e como você deve ser preparar – Análise completa
💳 O fim dos cartões Black como conhecíamos? Entenda o que mudou — e por quê
Durante muito tempo, ter um cartão Black era praticamente um “atalho” para benefícios premium: salas VIP ilimitadas, alta pontuação e status imediato. Mas esse cenário mudou — e não foi pouco.
Hoje, os cartões continuam existindo, mas com outra lógica: menos benefício automático e mais exigência de relacionamento com o banco.
Clube Livelo: 25 mil pontos em 12 meses — Milheiro abaixo de R$20
A seguir, você vai entender de forma clara o que aconteceu.
MAIORES BANCOS DO BRASIL
- Maiores em Número de Clientes:
- Caixa Econômica Federal: ~158 milhões
- Nubank: ~112 milhões
- Bradesco: ~110,5 milhões
- Itaú Unibanco: ~100,3 milhões
- Banco do Brasil: ~81,9 milhões
Santander anuncia cartão substituto do Amex The Centurion Card e agita os clientes de alta renda

- Maiores em Valor de Mercado/Ativos (2025/2026):
- Itaú Unibanco (ITUB4): Líder em ativos totais e lucro.
- Nubank (ROXO34): Crescimento acelerado, tornando-se uma das instituições mais valiosas.
- Banco do Brasil (BBAS3): Destaque estatal.
- Bradesco (BBDC4): Grande rede física.
- Santander (SANB11): Forte atuação privada

- Principais Sistemas Cooperativos (Ranking por Ativos/Associados):
Enquanto as singulares acima são as maiores individualmente, os sistemas reúnem centenas de singulares:- Sicredi: Mais de 8,9 milhões de associados, forte presença nacional com mais de 2.900 agências. (VI 1500 ANUIDADE ILIMITADO LK E DP ILIMITADO CONVIDADOS)
- Sicoob: Maior sistema em número de pontos de atendimento (mais de 3.000) e mais de 5 milhões de cooperados. (ZENITH – LK 4PTS, 500 MIL OU 50 MIL DE RENDA, 1800 ANUIDADE 18K E 26K ISENÇÃO 2 CONVIDADOS POR VISITA)
- Ailos: Destaque na região Sul, com grande crescimento (ex: Viacredi). Só Black 2,2 pontos
- Cresol: Forte expansão nacional, com destaque no crédito rural. Só Black 2,2 pontos
- Unicred: Focada no segmento de alta renda e profissionais da saúde. (Unicred Visa Ímpar 3,5 a 4,5 pontos ilimitados LoungeKey/DragonPass) e isenção de spread internacional. Anuidade de 3.000 (isenta com 40 mil ou R$ 3 milhões investidos)

unicred impar
📉 O que mudou na prática: cortes reais nos principais cartões
A transformação não é teórica — ela já aconteceu nos principais produtos do mercado:
🔻 Elo Diners Club
- Redução na pontuação
- Saiu do LoungeKey ilimitado
- Passou para Priority Pass ilimitado
- Hoje: apenas 4 acessos por ano
👉 Um dos maiores “downgrades” já vistos.

🔻 Santander Unlimited
- 3 aumentos de anuidade nos últimos anos
- Redução de convidados
- Antes: convidados mais amplos
- Hoje: limite de 8 convidados no total por programa, só para o titular e exigência de gastos mínimos
👉 Ficou mais caro e mais restrito.
🔻 BRB DUX
- Implementação de gasto mínimo para acessar salas VIP
- Retirada do Priority Pass para cartões adicionais
- Exigência de gastos mínimos para titular e adicionais para uso de benefícios
👉 O benefício continua, mas muito mais condicionado.

🔻 Aeternum – A GRANDE VIRADA!
- Retirada do LoungeKey
- Hoje: apenas DragonPass ilimitado
- Aumento de cerca de 10% na anuidade recentemente
👉 Menos opções de acesso e mais custo.

🔻 The Platinum Card e Ourocard – FALIDOS?
- Já foram objetos de desejo
- Hoje: benefícios defasados
- Não acompanharam a evolução do mercado
👉 Pararam no tempo — e perderam relevância.

🔻 Porto Bank
- Redução significativa nos acessos a salas VIP

🔻 Genial
- Antes: salas VIP ilimitadas
- Hoje: ZERO acessos, exceto com alto volume investido
👉 Um dos cortes mais agressivos do mercado.
✈️ Salas VIP: o principal motivo por trás da mudança
Se tem um fator que explica tudo isso, é o custo das salas VIP.
💰 Cada acesso custa, em média:
➡️ US$ 27 a US$ 45 por pessoa
Agora imagine um cliente com uso intenso:
- 20 acessos por ano (INCLUINDO ADICIONAIS)
EX.: Uma família de 5 pessoas que viaja 2 vezes no ano, acessa 20 uma sala vip!!
- Custo médio: US$ 35
📊 Resultado:
➡️ US$ 700 (~R$ 3.500) por cliente
E muitos cartões tinham:
- Anuidade menor que isso
- Ou até isenção total
👉 Ou seja: o banco estava tendo prejuízo direto.
🧮 O novo jogo: break even
Os bancos passaram a ajustar tudo para atingir equilíbrio financeiro:
- Limitar acessos
- Exigir gastos mínimos
- Reduzir convidados
- Aumentar anuidades
👉 Objetivo: parar de perder dinheiro com clientes “heavy users”.
🏦 Principalidade: o novo critério para ter o melhor
Hoje, não basta renda. O banco quer algo mais valioso:
👉 Você como cliente principal- Santander Rewards, Minhas Vantagens Itaú, Benefícios Caixa e BB, BRB (investimentos), XP (pontuação) etc…
Isso inclui:
- Receber salário na conta
- Usar como chave Pix principal
- Ter débito automático
- Movimentar a conta com frequência
- Concentrar gastos no cartão
- Manter investimentos
📌 Na prática:
Só com esse pacote completo, o banco libera:
- Melhores cartões
- Isenções
- Benefícios diferenciados
👉 Sem isso, mesmo clientes ricos ficam limitados.
🏛️ Uma curiosidade: onde ainda existem “bons ilimitados”?
Curiosamente, os cartões mais “generosos” hoje estão em:
- Cooperativas
- Bancos públicos
Exemplos:
- Ícone
- Caixa
- BRB DUX (ainda competitivo, apesar das mudanças)
- SICREDI Visa Infinite
- Banestes (cartão Absoluto)
💰 Muitos com anuidade abaixo de R$ 1.800
👉 Isso levanta uma dúvida importante:
Será que essa será a nova tendência ou quem está pagando isso?
👑 A elite da elite: novos cartões para ultrarricos
Para recuperar a exclusividade perdida, surgiram produtos ainda mais seletivos:
- Visa Privilege
- Mastercard World Legend
- Centurion Card
Mas nem eles escaparam:
- Anuidades mais altas
- Benefícios ajustados
👉 O topo também ficou mais caro.
🌍 Brasil x EUA x Europa: três mercados, três realidades
O comportamento dos cartões no mundo ajuda a entender o Brasil.
🇺🇸 Estados Unidos (o paraíso do crédito)
- Foco total em cartão de crédito
- Recompensas agressivas (até 5% ou mais)
- Bônus de abertura de US$ 200 a US$ 600
- Forte cultura de milhas e cashback
👉 O cliente é altamente monetizado — por isso recebe mais benefícios.
🇪🇺 Europa (débito e eficiência)
- Predominância de cartões de débito
- Forte regulação → menos recompensas
- Foco em segurança e custo baixo
- Crescimento de fintechs como Revolut e Wise
👉 Menos benefícios, mas mais eficiência.
🇧🇷 Brasil (em transição)
- Modelo híbrido
- Antes: benefícios altos
- Agora: ajuste para sustentabilidade
- Mercado de Salas VIP no Brasil
👉 Caminhando para um modelo mais racional.
🚀 O novo padrão: menos “Black fácil”, mais exclusividade real
Os lançamentos recentes deixam isso claro:
- Cartões como Altus Liv já nascem com anuidade alta R$3600 (vs menos de 2000 do irmão)
- Produtos como The One chegam mais seletivos R$4000 de anuidade só com Loungekey
👉 O benefício não desapareceu — só mudou de lugar.
🧠 Conclusão: acabou ou evoluiu?
Os cartões Black não acabaram.
Mas aquele modelo antigo —
👉 ilimitado, fácil e barato — acabou sim.
Hoje, o cenário é outro:
✔️ Benefícios condicionados
✔️ Acesso via relacionamento
✔️ Segmentação mais rígida
✔️ EXIGÊNCIA DA PRINCIPALIDADE
✔️ SALÁRIO COMO MAIOR ATIVO (EX SANTANDER, ITAÚ, XP, CAIXA)
✔️ BANCOS PÚBLICOS E COOPERATIVAS TENDEM A MUDAR MAIS LENTAMENTE
👉 Em resumo:
O luxo deixou de ser distribuído — e voltou a ser conquistado.
🔎 Tags
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