
The Platinum Card Bradesco: quanto custa a anuidade em 2026 (e por que o Santander saiu da Amex)
Desde setembro de 2026, o Bradesco deixou de dividir a bandeira American Express no Brasil. O Santander, que emitia sua própria versão do The Platinum Card desde 2022, anunciou o fim da parceria com a Amex: as emissões novas pararam em maio de 2026, e os cartões existentes continuam funcionando só até 30 de setembro de 2026, quando são desativados de vez. Quem tinha o Amex do Santander está sendo migrado para o cartão Santander Unique, com 12 meses de anuidade grátis e um pacote de pontos Esfera de compensação — mas perde de vez o acesso às salas Centurion Lounge e ao status de elite em hotéis que só a Amex garantia.
Na prática, isso devolve ao Bradesco o monopólio que o banco teve entre 2006 e 2022: hoje, o único jeito de ter um The Platinum Card no Brasil é através dele. E é justamente na anuidade — o item mais mutável do cartão nos últimos dois anos — que vale prestar atenção antes de pedir o seu.
Quanto custa a anuidade hoje
O The Platinum Card do Bradesco está em R$ 1.992,00 por ano, parcelados em 12x de R$ 166,00. Esse valor vale tanto para a versão de plástico quanto para a versão de metal — ao contrário do que muita gente assume, o metal não tem uma anuidade própria mais alta; ele custa o mesmo, e a diferença está inteiramente nos critérios de acesso e nos benefícios extras, não no preço.
The Platinum Card Bradesco: guia completo de benefícios, salas VIP, pontos e anuidade (2026)
Como a anuidade subiu nos últimos anos
| Período | Anuidade anual |
|---|---|
| Até abril de 2025 | R$ 1.749,60 |
| A partir de 17/04/2025 | R$ 1.812,00 |
| Atual (2026) | R$ 1.992,00 (12x R$ 166,00) |
Em pouco mais de um ano, a anuidade subiu cerca de 14%. É um movimento parecido com o que aconteceu em praticamente todo o portfólio premium do banco — Elo Diners Club e Elo Nanquim também tiveram reajustes no mesmo período —, mas o The Platinum Card puxa a fila por ser o topo da régua Amex no Brasil.
Como isentar a anuidade
O Bradesco já foi bem mais generoso com isenção nesse cartão. Hoje, a regra em vigor (renovada em setembro de 2026) exige gastar R$ 15.000,00 nos primeiros 90 dias após a ativação — uma média de R$ 5.000,00 por mês — para zerar a anuidade do primeiro ano inteiro, o que representa uma economia de quase R$ 2.000,00. Passado esse período, não há isenção automática: a partir do segundo ano, o cliente precisa manter um volume relevante de gastos para negociar nova isenção diretamente com o gerente, ou simplesmente pagar a anuidade cheia.
Santander anuncia fim de cartões e prepara substituição dos cartões no Brasil
TPC Bradesco ou Santander dá Fast Track em Madrid? Entenda o que realmente funciona
Vale reforçar que essa política de isenção por gasto inicial costuma ser reaberta e fechada em campanhas — o banco já suspendeu e reativou esse tipo de oferta mais de uma vez ao longo de 2025 e 2026 —, então o critério vigente no momento em que você solicitar o cartão pode não ser exatamente o mesmo descrito aqui.
Plástico ou metal: a diferença não é preço, é acesso
Como a anuidade é idêntica, a decisão entre as duas versões não passa por quanto custa — passa por quem consegue pedir cada uma. O cartão de plástico está disponível para qualquer cliente que atenda aos critérios normais de crédito, direto pelo site ou agência. Já o metal é por convite: o Bradesco seleciona clientes com um volume alto de relacionamento e gasto para oferecer a versão de metal, sem um caminho de solicitação espontânea.
E a diferença prática entre as duas vai além do peso do cartão na mão: a versão de metal dá direito a 2 acessos anuais gratuitos às salas Priority Pass, benefício que a versão de plástico simplesmente não tem. Fora isso, os dois compartilham a mesma pontuação, os mesmos seguros e o mesmo acesso às salas Centurion Lounge e às salas próprias do Bradesco — a régua de vantagem do metal se resume, na prática, a esse Priority Pass.
Vale pagar a anuidade?
Com o Santander fora do jogo, comparar preço de anuidade entre emissores Amex deixou de ser uma opção — o Bradesco é o único caminho para ter um The Platinum Card no Brasil, o que tira uma alavanca de negociação que existia até pouco tempo atrás. Isso não muda o cálculo de fundo: R$ 1.992,00 por ano só se paga sozinho se o cliente já usa boa parte dos benefícios (salas VIP, seguro viagem, concierge, pontuação) — para quem gasta pouco e não viaja com frequência, a conta fecha melhor buscando isenção pela meta dos 90 dias do que carregando a anuidade cheia ano após ano.
Perguntas frequentes
O Santander ainda emite o The Platinum Card?
Não. As emissões novas do Santander pararam em maio de 2026, e os cartões existentes serão desativados definitivamente em 30 de setembro de 2026. O Bradesco é hoje o único emissor da Amex no Brasil.
A versão de metal do Bradesco custa mais caro que a de plástico?
Não. As duas têm a mesma anuidade, atualmente R$ 1.992,00 por ano. A diferença está no acesso (o metal é só por convite) e no benefício extra de 2 acessos anuais gratuitos ao Priority Pass, que a versão de plástico não oferece.
Dá para isentar a anuidade do The Platinum Card?
Sim, mas só no primeiro ano e mediante meta de gastos — atualmente R$ 15.000,00 nos primeiros 90 dias. Depois disso, não há isenção automática.




















Publicar comentário