
COMO EMITI 5 AEROPORTOS EM 3 ESTADOS GASTANDO MENOS DE R$ 1.000 EM MILHAS NO MÊS MAIS CARO DO ANO
Julho costuma ser um dos meses mais difíceis para emitir passagens aéreas utilizando milhas.
É alta temporada, os destinos turísticos ficam disputados e os preços normalmente disparam.
Mesmo assim, consegui montar uma viagem passando por 3 estados e 5 aeroportos diferentes, utilizando uma estratégia que muita gente ignora: o Multitrechos da Azul (EMITI EM 2 CONTAS DIFERENTES, O MULTITRECHOS ACEITA NO MÁXIMO 4 EMISSÕES).
A Busca de passagens foi manual mesmo (no APP DA AZUL), já que tinha em mente quais as datas e destinos, mas normalmente eu uso o SEATS.AREO)
A lógica da emissão
Meu objetivo principal era chegar a Curitiba.
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Ao analisar os preços, percebi que o trecho mais barato para entrar na cidade não era saindo diretamente de Brasília, mas sim entre Congonhas e Curitiba.
A estratégia então foi simples:
BSB → CGH → CWB
Quando consultei os voos separadamente, os preços estavam extremamente altos para o período, chegando a superar 50 mil milhas para apenas parte do trajeto.
Foi nesse momento que o Multitrechos da Azul fez a diferença.
Além de normalmente apresentar preços mais competitivos, existe uma vantagem operacional importante: quando os voos são emitidos dentro da mesma reserva, a companhia reconhece toda a viagem como um único itinerário.
Isso significa que, em caso de problemas operacionais ou perda de conexão causada pela companhia, existe proteção da continuidade da viagem sem necessidade de comprar um novo bilhete.
Outro detalhe interessante é que cada segmento voado conta individualmente para fins de qualificação dentro do programa Azul Fidelidade.

Trecho 1 – Brasília para Congonhas
- 12.500 pontos
- Aproximadamente R$ 150 em valor equivalente
Não foi uma emissão espetacular, mas considerando que estamos falando de julho, estava dentro do esperado.
Trecho 2 – Congonhas para Curitiba
- 6.500 pontos
- Aproximadamente R$ 78
Aqui começou a aparecer o ganho da estratégia.
Foi um dos melhores custos da viagem e mostrou como buscar aeroportos intermediários pode reduzir significativamente o valor total.
Curitiba para Foz do Iguaçu
Depois de alguns dias em Curitiba, seguimos para Foz do Iguaçu.
Esse foi o trecho mais caro de toda a viagem.
- 24.700 pontos
- Aproximadamente R$ 296
Apesar do valor elevado, é importante considerar que Foz é um dos destinos turísticos mais procurados do país e a emissão ocorreu em pleno mês de julho.
Foz do Iguaçu para Campinas
Após a visita às Cataratas, o próximo destino foi Campinas.
Aqui encontramos novamente uma excelente oportunidade.
- 9.100 pontos
- Aproximadamente R$ 109
Um valor bastante competitivo para alta temporada.
Campinas para Brasília
O retorno foi o segundo trecho mais caro do roteiro.
A data da viagem não permitia flexibilidade e, por isso, foi necessário emitir pelo valor disponível naquele momento.
- 23.000 pontos
- Aproximadamente R$ 276
Quanto custou toda a viagem?
Em milhas
| Trecho | Milhas |
|---|---|
| Brasília → Congonhas | 12.500 |
| Congonhas → Curitiba | 6.500 |
| Curitiba → Foz | 24.700 |
| Foz → Campinas | 9.100 |
| Campinas → Brasília | 23.000 |
| Total | 75.800 milhas |
Convertendo a R$ 12 por milheiro
75,8 mil milhas × R$ 12
Custo equivalente: R$ 909,60
Resultado final
Por aproximadamente R$ 910 em valor equivalente de milhas, foi possível montar um roteiro passando por:
✈️ Brasília (BSB)
✈️ São Paulo/Congonhas (CGH)
✈️ Curitiba (CWB)
✈️ Foz do Iguaçu (IGU)
✈️ Campinas/Viracopos (VCP)
Ou seja:
✅ 3 estados
✅ 5 aeroportos
✅ Alta temporada de julho
✅ Múltiplos trechos qualificáveis
✅ Proteção operacional do Multitrechos
A principal lição é que emitir passagens baratas não significa necessariamente encontrar um único voo barato.
Muitas vezes a economia aparece quando você entende a lógica dos hubs, utiliza aeroportos intermediários e aproveita ferramentas como o Multitrechos para montar itinerários que a maioria dos passageiros nem sequer considera.
Observação: Pelas contas informadas, o total correto é 75.800 milhas, equivalente a R$ 909,60 considerando o custo de R$ 12 por milheiro.






















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