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Latam VAI CANCELAR VOOS e prevê impacto bilionário; passagens podem subir ainda mais

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A LATAM Airlines acendeu um alerta importante para o mercado aéreo brasileiro após confirmar que reduzirá parte de sua expansão operacional em junho por causa da forte alta do combustível de aviação. A companhia também estima um impacto adicional de aproximadamente US$ 700 milhões em custos relacionados ao querosene de aviação apenas entre abril e junho de 2026.

O cenário é consequência direta da escalada da guerra no Oriente Médio, que afetou o mercado global de petróleo e pressionou fortemente os preços do combustível utilizado pelas companhias aéreas. Para os passageiros, a consequência mais imediata pode ser o aumento das tarifas e uma oferta menor de voos nos próximos meses.

Latam reduz crescimento da operação

Apesar de negar cortes severos na malha aérea, a companhia confirmou que fará um ajuste em sua expansão planejada para junho. Segundo a empresa, a capacidade doméstica ainda crescerá 8% em comparação ao mesmo período de 2025, mas isso representa uma redução de 3% em relação ao crescimento inicialmente previsto.

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A empresa ainda não detalhou quais rotas poderão sofrer alterações ou redução de frequências. Também segue avaliando o impacto para o segundo semestre, especialmente entre julho e setembro, período que inclui férias escolares e alta demanda doméstica.

Na prática, menos assentos disponíveis em um mercado com demanda elevada costuma resultar em passagens mais caras.

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Combustível virou o maior problema das companhias aéreas

O querosene de aviação, conhecido como QAV, já era um dos principais custos operacionais das companhias aéreas antes mesmo da crise atual. Em condições normais, o combustível representa cerca de 30% das despesas operacionais de uma empresa aérea.

Agora, com a disparada dos preços internacionais do petróleo e os reajustes consecutivos promovidos pela Petrobras, essa participação já se aproxima de 45%, segundo estimativas do setor.

O impacto foi agravado após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A tensão internacional elevou rapidamente o preço do barril, que saiu de menos de US$ 70 antes do conflito para patamares acima de US$ 100.

Segundo a Latam, somente em março o impacto da alta do combustível foi de aproximadamente US$ 40 milhões.

Hedge ajuda, mas não elimina o problema

Assim como outras grandes companhias aéreas, a Latam utiliza operações de hedge para reduzir parte da exposição à volatilidade do combustível. Esse mecanismo funciona como uma compra antecipada de combustível a preços negociados anteriormente, oferecendo maior previsibilidade financeira.

Mesmo assim, a proteção não cobre todo o consumo da companhia.

A empresa informou que ampliou as operações de hedge para o segundo e terceiro trimestres de 2026 tentando minimizar os efeitos da guerra e dos novos reajustes do petróleo. Ainda assim, o impacto esperado segue extremamente elevado.

A estimativa atual da companhia considera um preço médio de US$ 170 por barril de QAV no segundo e terceiro trimestres — quase o dobro da previsão inicial feita no começo do ano.

Passagens aéreas devem continuar caras

Os passageiros brasileiros já começaram a sentir os efeitos no bolso. Em março, a tarifa média da Latam chegou a R$ 733,05, alta de 10% em relação a fevereiro e avanço de 19,3% sobre março do ano passado.

O movimento acompanha uma tendência global do setor aéreo: combustível caro normalmente resulta em tarifas mais altas, redução promocional e menor disponibilidade de assentos.

Além disso, o setor teme que o impacto da guerra continue mesmo em caso de eventual acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã. Empresas do setor energético acreditam que os reflexos sobre petróleo e gás podem permanecer por pelo menos mais seis meses.

Mercado premium também pode sentir os efeitos

Mesmo passageiros de alta renda e clientes de programas premium podem notar mudanças importantes nos próximos meses. Com custos operacionais maiores, companhias tendem a reduzir promoções agressivas em classes executivas, rever upgrades e até ajustar frequências em rotas internacionais.

Programas de fidelidade e acúmulo de milhas também podem sofrer desvalorização indireta caso o preço médio das passagens continue subindo ao longo de 2026.

Enquanto isso, o mercado acompanha atentamente os próximos movimentos da guerra e possíveis negociações diplomáticas que possam aliviar a pressão sobre o petróleo global.

Tags: Latam, combustível aviação, guerra Oriente Médio, passagens aéreas, QAV, petróleo, Latam voos cancelados, preço das passagens, viagens internacionais, companhias aéreas, Viagem Black, milhas aéreas, aviação brasileira

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    Especialista em jornalismo colaborativo esportes, viagem e lazer. Escrevo para Blogues como MRnews, Jornal de Limeira, Viagem Black, Portal de Lauro, Gazeta de Sergipe e outros. Dúvidas e parcerias: [email protected]

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