
Fui ao Paraguai e testei as formas de pagamento: Wise, Nomad, Revolut, Pix, Dinheiro? Minha opinião é…
Quem vai ao Paraguai, especialmente para fazer compras em Ciudad del Este, normalmente fica diante da mesma dúvida: qual é a melhor forma de pagar?
Dólar em espécie? Real? Pix? Cartão de crédito? Conta global?
Depois de ir ao Paraguai em julho e testar diferentes formas de pagamento, minha conclusão é menos simples do que muita gente gostaria de ouvir: não existe uma opção que seja sempre a melhor.
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A diferença pode estar na loja, na cotação utilizada naquele momento e, principalmente, nas taxas cobradas para cada modalidade.
Dinheiro ainda pode ser a melhor opção

Uma das coisas que mais chamou minha atenção foi que o dinheiro em espécie continua sendo extremamente competitivo.
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Em diferentes lojas, pagar em real ou dólar pode resultar em uma cotação melhor do que utilizar cartão ou Pix. Por isso, não considero que levar uma conta global automaticamente seja sinônimo de economizar.
O problema do dinheiro é outro: você precisa comprar a moeda antecipadamente, carregar o valor durante o passeio e tomar os cuidados necessários com segurança.
Por isso, para mim, a decisão precisa considerar não apenas a cotação, mas também praticidade e segurança.
Porém: Eles não costumam ter troco! Esse é um dos grandes problemas. Paguei em Real, até foi mais fácil. Já quando o assunto é Dólar…
E o Pix?

O Pix é, sem dúvida, uma das formas mais práticas de pagamento. É rápido e não exige carregar dinheiro vivo.
Mas existe um detalhe importante: a cotação utilizada pela loja pode ser pior do que a do pagamento em espécie.
Em algumas situações, a diferença é pequena. Em outras, pode representar uma quantia considerável em uma compra de maior valor.
Por isso, antes de pagar, vale perguntar diretamente ao vendedor:
“Quanto fica no Pix e quanto fica em dinheiro?”
Essa simples pergunta pode economizar bastante.
Porém: O PIX tem taxa de conversão! Ex.: Quando fui numa loja de informática, enquanto o dólar comercial estava 5,15, na loja 5,30. Não é grande diferença, 3%, mas se tivesse dinheiro, não teria esse ‘spread’. O mesmo aconteceu no Shopping China.
Conta global: boa, mas não é mágica

Eu gosto bastante da ideia das contas globais para viagens internacionais, principalmente pela praticidade de não precisar carregar grandes quantidades de dinheiro.
Mas no Paraguai existe uma particularidade: algumas lojas acrescentam uma taxa quando o pagamento é feito no débito internacional.
Isso muda completamente a matemática.
Se a loja acrescentar algo próximo de 3% ou 3,5%, uma conta global pode continuar sendo bastante competitiva.
Por outro lado, quando a cobrança chega a 8%, por exemplo, a vantagem praticamente desaparece.
Foi justamente isso que me chamou atenção durante a experiência: não adianta ter uma excelente cotação de dólar se a loja acrescentar uma taxa elevada na hora de passar o cartão.
Exemplos práticos: NewZone, cobrou 3,5% a mais na NOMAD. Shopping China, 2% a mais na Revolut. Toku 5% na Nomad. Lojas menores cobraram em média 3 a 5%. O que me chamou mais atenção foi que na NOMAD, no Burger King, não houve deságio.
Cartão de crédito brasileiro: cuidado com a matemática

Aqui está, provavelmente, o ponto mais importante para quem gosta de acumular milhas.
A primeira reação pode ser:
“Vou pagar no cartão porque ganho pontos.”
Só que nem sempre isso significa economia.
Além da eventual taxa cobrada pela loja, existe o IOF e, dependendo do cartão, o spread cambial.
Um cartão que acumula muitos pontos pode parecer excelente no papel, mas se o custo da operação for muito superior ao pagamento em espécie, os pontos não necessariamente compensam.
Na minha opinião, não vale pagar vários por cento a mais apenas para acumular milhas.
A conta muda, naturalmente, quando você possui um cartão com spread muito baixo ou zero e uma estrutura de benefícios realmente competitiva.
Nesse caso, os pontos podem funcionar como um desempate.
Uma coisa que eu faria sempre
Se existe uma recomendação que considero realmente importante depois dessa experiência, é esta:
antes de pagar, pergunte o preço final em todas as modalidades disponíveis.
Não compare apenas a cotação anunciada.
Pergunte:
- Quanto fica em dinheiro?
- Quanto fica no Pix?
- Quanto fica no débito?
- Quanto fica no crédito?
- Existe taxa adicional?
- Existe diferença entre o preço em espécie e o preço no cartão?
Foi justamente essa comparação que mostrou que cada loja pode trabalhar de uma maneira diferente.
A loja pode mudar completamente o resultado
Outro ponto que considero importante é não criar uma regra baseada em uma única experiência.
Uma loja pode ter uma cotação excelente para dinheiro e cobrar caro no cartão.
Outra pode oferecer uma condição muito mais próxima entre dinheiro e conta global.
Também existem estabelecimentos que trabalham com preços diferentes dependendo da forma de pagamento.
Ou seja: não existe uma tabela universal que determine o melhor meio de pagamento para todo o Paraguai.
E onde entram as milhas?
Para quem acompanha o Viagem Black, essa é provavelmente a parte mais interessante.
Eu não descartaria o uso de cartões e contas que geram pontos. Mas também não transformaria o acúmulo de milhas no principal objetivo da compra.
Primeiro eu buscaria o menor custo final da operação.
Depois, entre duas opções com valores semelhantes, escolheria aquela que gera pontos ou milhas.
Essa é uma diferença importante.
Ganhar pontos é ótimo.
Pagar mais caro apenas para ganhar pontos, nem sempre. Porém, lembre-se, a Revolut, por exemplo, pontua inclusive no débito!
Minha conclusão depois da viagem
Depois da experiência, minha opinião é que o melhor método depende muito mais da combinação cotação + taxa da loja + custos do cartão do que do nome da instituição financeira.
O dinheiro em espécie continua muito forte.
O Pix ganha em praticidade, mas pode ter uma cotação menos interessante.
A conta global pode ser excelente quando a taxa da loja é baixa.
E o cartão de crédito pode fazer sentido em situações específicas, principalmente quando oferece um câmbio competitivo ou quando o parcelamento realmente é importante.
Para quem viaja ao Paraguai, portanto, minha principal recomendação não é escolher antecipadamente uma única forma de pagamento.
É chegar à loja, fazer as contas e decidir na hora.
Foi exatamente isso que eu fiz na minha viagem e, sinceramente, foi o que mais fez diferença.
Importante
As condições de câmbio, taxas, preços e regras podem mudar diariamente. Por isso, os valores encontrados durante uma viagem não devem ser tratados como uma garantia para uma viagem futura.
O melhor negócio é sempre aquele calculado no momento da compra.
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