
Após caso Master; Banco Central determina liquidação de mais uma fintech bancária
Banco Central encerra operações de fintech e reforça alerta sobre segurança no sistema financeiro
O Banco Central do Brasil determinou a liquidação extrajudicial da fintech Dank Sociedade de Crédito Direto após identificar problemas graves em sua situação financeira e possíveis irregularidades no cumprimento das normas do sistema financeiro nacional.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (11) pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. Com a medida, as atividades da empresa foram imediatamente interrompidas e a instituição foi retirada do sistema financeiro brasileiro.
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O caso acende um alerta importante para usuários de serviços financeiros digitais, principalmente em um momento em que fintechs ganham cada vez mais espaço no mercado.
O que levou ao fechamento da fintech
Segundo informações divulgadas pelo Banco Central, a decisão ocorreu após a identificação de grave comprometimento da saúde financeira da empresa, além de violações às normas que regulam o funcionamento de instituições financeiras.
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Em situações como essa, o regulador pode determinar a liquidação extrajudicial, um processo utilizado quando a recuperação da instituição é considerada inviável.
O objetivo da medida é:
- proteger clientes e credores
- evitar impactos maiores no sistema financeiro
- organizar o encerramento das operações da empresa
Para conduzir o processo de liquidação, foi nomeada a empresa Faccio Administrações, que ficará responsável por administrar os ativos e passivos da fintech.
Como funcionava a fintech
A Dank Sociedade de Crédito Direto operava no modelo conhecido como Sociedade de Crédito Direto (SCD).
Esse formato foi criado pelo Banco Central para permitir que fintechs ofereçam crédito digital utilizando recursos próprios, sem captar dinheiro diretamente do público, como ocorre com bancos tradicionais.
Entre as atividades permitidas para esse tipo de instituição estão:
- concessão de empréstimos online
- análise de crédito para empresas
- cobrança de créditos de terceiros
- distribuição de seguros vinculados às operações
- emissão de moeda eletrônica
Situação financeira preocupava reguladores
A fintech tinha sede em Jaraguá do Sul, no estado de Santa Catarina, e recebeu autorização para operar do Banco Central em 2022.
Dados divulgados anteriormente pela própria instituição indicavam que, até setembro do último ano, a empresa acumulava um passivo de aproximadamente R$ 43,8 milhões, enquanto seu patrimônio líquido era de apenas R$ 975 mil.
Esse desequilíbrio financeiro foi considerado um fator determinante para a intervenção do regulador.
O que acontece agora com clientes e credores
Com a liquidação extrajudicial, as operações da fintech são suspensas e inicia-se um processo de análise das contas da empresa.
O liquidante nomeado pelo Banco Central será responsável por:
- identificar os ativos da instituição
- levantar todas as dívidas existentes
- organizar o pagamento dos credores conforme a legislação
Dependendo da complexidade da situação financeira, esse processo pode levar meses ou até anos para ser concluído.
Crescimento das fintechs exige atenção
Nos últimos anos, fintechs passaram a ganhar grande espaço no mercado financeiro brasileiro, oferecendo serviços digitais, crédito mais rápido e soluções inovadoras.
Apesar disso, especialistas lembram que nem todas as empresas possuem a mesma solidez financeira, o que reforça a importância da supervisão feita pelo Banco Central do Brasil.
Para os consumidores, a recomendação é sempre verificar se a instituição financeira está devidamente autorizada pelo regulador antes de contratar serviços ou investir recursos.
Segurança e regulação continuam sendo prioridade
A intervenção na fintech Dank mostra que o Banco Central segue atuando para garantir a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.
Mesmo com o avanço das fintechs e da digitalização bancária, o objetivo do regulador é manter um ambiente seguro, transparente e confiável para clientes, investidores e empresas que utilizam serviços financeiros no país.

















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