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TOP10 Erros Mais Comuns de Quem Acumula Pontos no Cartão e que custam caro

ERRO NO ACUMULO DE PONTOS

Acumular pontos e milhas pode ser uma das formas mais eficientes de reduzir os custos das viagens ou até voar em classe executiva pagando apenas taxas aeroportuárias. No entanto, muita gente comete erros que acabam destruindo boa parte do valor gerado pelos gastos no cartão de crédito.

O mais curioso é que alguns desses erros são cometidos até por usuários experientes, que acreditam estar acumulando muitos pontos, mas na prática estão recebendo muito menos retorno do que poderiam.

Se você quer viajar melhor, economizar e aproveitar ao máximo seus gastos do dia a dia, confira os principais erros que devem ser evitados.

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1. Transferir pontos sem bônus

Este é provavelmente o erro mais caro do universo das milhas.

Muitos clientes acumulam pontos no cartão e, assim que atingem uma quantidade razoável, transferem imediatamente para a companhia aérea.

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O problema é que as promoções de transferência bonificada acontecem regularmente.

Não é raro encontrar campanhas oferecendo (Smiles e Azul):

  • 80% de bônus
  • 90% de bônus
  • 100% de bônus

Vamos a um exemplo simples:

SituaçãoPontos enviadosBônusTotal recebido
Sem promoção100.0000%100.000
Promoção 100%100.000100%200.000

A diferença é de 100 mil milhas sem gastar absolutamente nada a mais.

Por isso, salvo situações emergenciais, normalmente vale a pena aguardar uma promoção de transferência.


2. Pagar tudo no débito, Pix ou dinheiro

Outro erro extremamente comum.

Toda vez que você paga uma despesa utilizando débito, Pix ou dinheiro, está abrindo mão dos pontos que poderia acumular no cartão.

Imagine uma família que gasta:

  • R$ 5.000 por mês
  • R$ 60.000 por ano

Se utilizar um cartão que gera aproximadamente 2,5 pontos por dólar, esse valor já pode representar dezenas de milhares de pontos anualmente.

Na prática, muitos brasileiros deixam de acumular passagens apenas por não concentrarem os gastos no cartão.

ALERTA: descontos superiores de 10% desconto a vista, sem opção de parcelamento ou que seu cartão não te permita descontos ao antecipar parcelas, o PIX poderá ser sempre uma opção. DESDE QUE você o dinheiro à vista!


3. Deixar pontos expirarem

Pontos possuem validade (via de regra).

Alguns programas oferecem:

  • 6 a 12 meses – Bonus de aéreas
  • 24 meses (Livelo, Esfera sem Clube, por exemplo e Coopera – Sicoob)
  • 36 meses (UAU CaixaPontos de cartões Visa Infinite, Mastercard Black e Nanquim Elo podem ter validade de 36 meses)  Cartão Unicred Infinite / Ímpar: Os pontos expiram em 36 meses (3 anos).
  • 48 meses (Clubes de aéreas)
  • validade indeterminada para clientes especiais (Cartões e Clubes premium, mas só enquanto estão ativo)

O problema é que muita gente acumula sem planejamento e acaba descobrindo tarde demais que seus pontos expiraram.

A recomendação é simples:

  • acompanhar regularmente os extratos;
  • ativar notificações dos programas;
  • manter um controle das datas de vencimento.

4. Utilizar cartões que não pontuam

Nem todo cartão Black é bom.

Nem todo cartão Infinite é vantajoso.

E nem todo cartão com anuidade alta entrega retorno adequado.

Ainda existem cartões premium que oferecem (Black Personnalite sem anuidade, por exemplo, acreditem, EXISTE):

  • pontuação muito baixa;
  • poucas opções de transferência;
  • programas próprios limitados.

Antes de solicitar qualquer cartão, é fundamental entender:

  • quantos pontos ele gera;
  • para quais programas transfere;
  • qual a paridade de transferência.

5. Acumular em programas ruins

Este é um erro que quase ninguém comenta.

Muitas pessoas olham apenas para a pontuação do cartão e ignoram a qualidade do programa de recompensas.

Na prática, um cartão que gera 5 pontos por dólar pode ser pior do que outro que gera 3 pontos por dólar.

Tudo depende para onde esses pontos podem ser enviados.

Existem programas que possuem poucas opções de transferência ou que limitam bastante o uso das milhas.

Um exemplo frequentemente debatido pelos acumuladores é o Ruim: Inter Loop ou o Juntos do Sicredi. (Mediano)

Embora tenha evoluído bastante, ele ainda possui menos parceiros do que programas tradicionais de mercado, o que reduz a flexibilidade de emissão quando comparado com programas bancários mais robustos.

A regra é simples:

Não basta acumular pontos. É preciso acumular pontos que possam ser utilizados de forma eficiente.

Bons programas de fidelidade: Itaú, Livelo, Esfera, Revpoits

Programas que estão melhorando: Átomos (C6), UAU CAIXA (Bonus em Janeiro)


6. Ignorar as paridades de transferência

Outro erro gravíssimo.

Muitos clientes enxergam apenas a pontuação do cartão e esquecem de verificar a conversão para os programas parceiros.

Veja um exemplo prático.

Caso TAP Miles&Go

BancoConversão
Itaú1:1
C6 Carbon1:1
Porto Bank1:1
Revolut1:1
BRB Curtaí2,7 a 2:1
UAU CAIXA2:1

Isso significa que:

  • 100.000 pontos no Itaú viram 100.000 milhas TAP.
  • 100.000 pontos no BRB viram apenas 50.000 milhas TAP.

Na prática, o cliente precisa acumular o dobro para chegar ao mesmo resultado. Esse é um caso onde 3 pode ser maior do 5, o The One  ou o ULTRA pontuando na TAP, maior que o 5 do DUX e UAU CAIXA sem bônus de aniversário (se tiver para a TAP).


7. Achar que mais pontos sempre significam mais valor

Esse é talvez o erro mais sofisticado.

Muitos consumidores acreditam que:

“4 pontos por dólar é melhor que 3 pontos por dólar.”

Nem sempre.

Vamos comparar.

Exemplo hipotético

Cartão A:

  • 4 pontos por dólar
  • Conversão 2:1 para Avios

Cartão B:

  • 3 pontos por dólar
  • Conversão 1:1 para Avios

Resultado:

CartãoPontos geradosConversãoAvios finais
Cartão A40.0002:120.000
Cartão B30.0001:130.000

Mesmo pontuando menos, o segundo cartão gera mais milhas utilizáveis.

É exatamente por isso que programas como Itaú, Porto Bank, Revolut e C6 costumam ser tão valorizados pelos acumuladores.


8. Espalhar pontos em vários programas

Outro erro clássico.

Muitos usuários possuem:

  • um pouco na Azul;
  • um pouco na Smiles;
  • um pouco na LATAM;
  • um pouco na TAP;
  • um pouco no Livelo.

O resultado é que não conseguem atingir saldo suficiente para emitir passagens.

A estratégia mais eficiente costuma ser concentrar os esforços em um ou dois programas principais.


9. Se esforçar demais por uma diferença pequena de pontuação

Este é um erro que poucos percebem.

Muita gente troca de banco, investe centenas de milhares de reais ou aceita anuidades elevadas apenas para ganhar um ponto extra por dólar.

Mas será que vale a pena?

Vamos considerar:

  • dólar a R$ 5,50
  • valor médio do ponto: R$ 30 por mil pontos

Quanto vale a diferença entre 3, 4 e 5 pontos por dólar?

Gastos de R$ 5.000 por mês

PontuaçãoPontos/mêsValor estimado
3 pts/USD2.727R$ 81,81
4 pts/USD3.636R$ 109,08
5 pts/USD4.545R$ 136,35

Diferença entre 3 e 5 pontos:

R$ 54 por mês


Gastos de R$ 10.000 por mês

PontuaçãoPontos/mêsValor estimado
3 pts/USD5.455R$ 163,65
4 pts/USD7.273R$ 218,19
5 pts/USD9.091R$ 272,73

Diferença entre 3 e 5 pontos:

R$ 109 por mês


Gastos de R$ 15.000 por mês

PontuaçãoPontos/mêsValor estimado
3 pts/USD8.182R$ 245,46
4 pts/USD10.909R$ 327,27
5 pts/USD13.636R$ 409,08

Diferença entre 3 e 5 pontos:

R$ 163 por mês


Gastos de R$ 25.000 por mês

PontuaçãoPontos/mêsValor estimado
3 pts/USD13.636R$ 409,08
4 pts/USD18.182R$ 545,46
5 pts/USD22.727R$ 681,81

Diferença entre 3 e 5 pontos:

R$ 272 por mês


Vamos ver por um outro ângulo!

O Clube 12.000 do DUX Experience (programa de fidelidade do cartão BRB VISA DUX) custa atualmente R$ 490,00 por mês.
O clube entrega:
  • 12 mil pontos R$41
  • 0,5 pontos a mais no DUX

Gastos com dólar a 5,20

GastosPontos a maisValor do Ponto
10.00012.000 + 910R$ 38
20.00012.000 + 1820R$ 35
30.00012.000 + 2730R$ 33

Diferença entre 10k e 30k pontos:

 


10. Jogar o jogo do banco e não o seu

Talvez este seja o erro mais sofisticado do universo dos pontos e milhas.

Muitos clientes acabam perseguindo metas criadas pelos bancos sem analisar se o benefício realmente compensa o esforço necessário.

Os bancos conhecem muito bem o comportamento dos consumidores e sabem que pequenos incentivos podem fazer as pessoas:

  • Concentrar mais gastos;
  • Antecipar compras;
  • Fazer despesas desnecessárias;
  • Contratar produtos que não precisariam;
  • Manter investimentos pouco rentáveis.

O problema é que nem sempre a recompensa justifica o esforço.

Um exemplo real: Santander Rewards

Recentemente me deparei com uma situação interessante.

Eu estava próximo de atingir o Nível 3 do Santander Rewards e faltavam apenas 4 pontos para avançar de categoria.

À primeira vista parece uma oportunidade imperdível.

Afinal, quem não gostaria de ganhar mais pontos?

Mas resolvi fazer a conta.

A diferença entre os níveis 2 e 3 é de aproximadamente 15% de bônus na pontuação.

No meu caso, o cartão passaria de:

  • 3,45 pontos por dólar
  • para 3,90 pontos por dólar

Uma diferença de apenas 0,45 ponto por dólar.

Considerando um gasto mensal de R$ 12.000

Com dólar a R$ 5,50:

R$ 12.000 ÷ 5,50 = US$ 2.181

Pontuação atual:

2.181 × 3,45 = 7.524 pontos

Pontuação no nível superior:

2.181 × 3,90 = 8.506 pontos

Diferença:

982 pontos por mês

Agora vamos atribuir valor aos pontos.

Considerando a referência utilizada por muitos acumuladores:

R$ 33 para cada 1.000 pontos Esfera

982 pontos equivalem a:

982 ÷ 1.000 × R$ 33

R$ 32,41 por mês

Ou aproximadamente:

R$ 388,92 por ano


Vale a pena?

A pergunta correta não é:

“Quanto eu ganho?”

Mas sim:

“Quanto preciso gastar ou investir para ganhar isso?”

Se para atingir a meta você precisar:

  • Antecipar gastos;
  • Comprar algo que não precisa;
  • Concentrar investimentos em produtos inferiores;
  • Contratar seguros;
  • Contratar serviços adicionais;

Então talvez você esteja trabalhando para o banco e não para você.


O erro que muitos acumuladores cometem

É comum ver pessoas:

  • Gastando R$ 5.000 extras para subir de categoria;
  • Deixando dinheiro parado em investimentos ruins;
  • Mantendo pacotes bancários caros;
  • Contratando produtos desnecessários.

Tudo isso para ganhar algumas centenas de pontos adicionais por mês.

Em muitos casos, seria mais eficiente simplesmente comprar as milhas durante uma promoção ou investir a diferença economizada.


A regra de ouro

Antes de perseguir qualquer meta de banco, faça três perguntas:

  1. Quanto vou ganhar de verdade?
  2. Quanto vou precisar gastar ou deixar de ganhar?
  3. Existe uma forma mais barata de conseguir essas mesmas milhas?

Se a resposta da terceira pergunta for “sim”, provavelmente você está jogando o jogo do banco e não o seu.

Os melhores acumuladores não perseguem metas cegamente. Eles fazem contas. E muitas vezes descobrem que a recompensa prometida é muito menor do que parece à primeira vista.


Esse tópico encaixa perfeitamente no artigo porque mostra uma maturidade que muitos iniciantes ainda não têm: nem toda promoção, desafio ou meta criada pelo banco merece ser perseguida. Às vezes, a melhor estratégia é simplesmente ignorar o incentivo e continuar acumulando de forma eficiente.

Conclusão

O maior erro de quem começa no universo das milhas é acreditar que acumular muitos pontos é suficiente. Na realidade, o segredo está em acumular pontos com qualidade.

Uma estratégia inteligente considera simultaneamente:

  • Pontuação do cartão;
  • Paridade de transferência;
  • Programas parceiros;
  • Promoções de bônus;
  • Validade dos pontos;
  • Salas VIP e benefícios;
  • Custo da anuidade.

Em muitos casos, um cartão que pontua menos pode gerar muito mais valor do que outro que promete uma pontuação elevada, mas possui conversões ruins ou poucos parceiros.

No mundo das milhas, não vence quem acumula mais pontos. Vence quem transforma cada ponto em mais viagens.

Tags: milhas, pontos, cartão de crédito, programa de fidelidade, Livelo, Esfera, TAP Miles&Go, Avios, Smiles, LATAM Pass, Azul Fidelidade, transferência bonificada, salas VIP, cartões Black, Visa Infinite, Mastercard Black, Revolut, Porto Bank, C6 Carbon, Itaú, BRB, Viagem Black.

Autor

  • e19d0dc6da2d885323d1a4705f02a22a TOP10 Erros Mais Comuns de Quem Acumula Pontos no Cartão e que custam caro Destaque

    Especialista em jornalismo colaborativo esportes, viagem e lazer. Escrevo para Blogues como MRnews, Jornal de Limeira, Viagem Black, Portal de Lauro, Gazeta de Sergipe e outros. Dúvidas e parcerias: [email protected]

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