
IOF e spread: Custos atualizados dos cartões de Créditos e Bancos em 2026
Durante muitos anos, os consumidores escolhiam um cartão de crédito para viagens internacionais observando apenas um indicador: quantos pontos eram acumulados a cada dólar gasto. Era uma lógica simples — quanto maior a pontuação, melhor o cartão.
Em 2026, essa realidade mudou.
Com a chegada de cartões que oferecem isenção ou estorno do IOF, redução do spread cambial e até cashback em compras internacionais, o verdadeiro custo de uma compra no exterior passou a depender muito mais da estrutura de tarifas do que apenas da quantidade de pontos oferecida.
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Hoje, entender a diferença entre IOF e spread cambial pode representar uma economia significativa para quem compra em sites estrangeiros ou viaja ao exterior.
O que é o IOF?
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um tributo federal cobrado em diversas operações financeiras, incluindo compras realizadas no exterior com cartão de crédito.
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Durante muitos anos, esse imposto foi um dos principais responsáveis por encarecer compras internacionais.
Nos últimos anos, alguns bancos passaram a criar programas que devolvem integralmente esse valor na fatura ou assumem esse custo para determinados cartões premium. Na prática, o cliente continua pagando o imposto na operação, mas recebe posteriormente o valor de volta como crédito.
Essa estratégia tornou o IOF um fator competitivo entre os bancos.
O que é o spread cambial?
O spread é muito menos conhecido pelo consumidor, mas costuma representar um custo ainda maior.
Quando uma compra é realizada em dólar, euro ou qualquer outra moeda estrangeira, o banco utiliza uma cotação própria para converter esse valor para reais.
Essa cotação normalmente é superior ao câmbio comercial.
A diferença entre a cotação utilizada pelo banco e o câmbio de referência recebe o nome de spread cambial.
Em outras palavras, mesmo que o IOF seja reduzido ou devolvido, um spread elevado continua tornando a compra mais cara.
É justamente por isso que especialistas em viagens recomendam observar ambos os custos antes de escolher um cartão.
Quanto cada banco cobra?

Os percentuais variam bastante entre as instituições financeiras.
Comparativo de spread e política de IOF (Julho de 2026)
| Banco / Emissor | Spread Cambial | Política de IOF |
|---|---|---|
| Sicoob | 0,00% | IOF normal |
| RecargaPay Titan | 0,00% | IOF normal |
| Nubank Ultravioleta | 3,50% | Estorno integral* |
| Banco do Brasil (Altus) | 4,00% | Estorno integral* |
| Caixa Econômica (Ícone) | 4,00% | Estorno integral* |
| BRB | 4,00% | IOF normal |
| Nomad Explorer | 4,00% | IOF normal |
| XP Investimentos | 5,00% | IOF normal |
| PicPay Epic | 5,00% | IOF normal |
| C6 Bank | 5,25% | IOF normal |
| Bradesco | 5,30% | IOF normal |
| Itaú | 5,50% | IOF normal |
| BTG Pactual | 5,50% | Estorno integral* |
| Porto Bank | 5,75% | Estorno integral* |
| Santander | 6,00% | IOF normal |
*Condição válida para cartões elegíveis conforme a política vigente do emissor.
Menos pontos pode significar mais economia
Um erro bastante comum é imaginar que o cartão que oferece mais pontos será sempre o mais vantajoso.
Nem sempre isso acontece.
Imagine dois cartões:
- Cartão A acumula 10 pontos por dólar, mas cobra 6% de spread.
- Cartão B acumula 5 pontos por dólar, porém trabalha com 4% de spread e ainda devolve o IOF.
Dependendo da utilização desses pontos, o segundo cartão pode gerar um retorno financeiro superior justamente porque o custo da conversão da moeda foi muito menor.
Na prática, parte do valor gerado pelos pontos acaba sendo “consumida” pelo spread cambial.
Cashback também entrou na disputa
Outro movimento importante do mercado foi o crescimento dos cartões que oferecem cashback em compras internacionais.
Em vez de acumular pontos, o cliente recebe uma porcentagem da compra de volta.
Modelos como Nubank Ultravioleta, RecargaPay Titan e PicPay Epic passaram a disputar espaço diretamente com cartões tradicionais focados em milhas.
Para consumidores que não utilizam programas de fidelidade ou não acompanham promoções de transferência bonificada, o cashback pode representar uma solução mais simples e previsível.
Como escolher o melhor cartão?
Antes de contratar um cartão para utilizar em viagens internacionais, vale observar alguns pontos:
- Qual é o spread cobrado pelo banco?
- Existe devolução ou isenção do IOF?
- O cartão oferece pontos ou cashback?
- Qual é o valor real desses benefícios?
- Há exigência de gastos mínimos para manter as vantagens?
Responder essas perguntas costuma ser mais importante do que olhar apenas a quantidade de pontos acumulados por dólar.
Tendência para os próximos anos
A concorrência entre os bancos mostra que a disputa pelas compras internacionais está cada vez mais acirrada.
Programas de estorno do IOF, spreads reduzidos e cashback elevado passaram a ser utilizados como diferenciais para conquistar clientes de alta renda e viajantes frequentes.
Para o consumidor, isso representa uma oportunidade de economizar sem abrir mão dos benefícios do cartão de crédito.
A principal conclusão é simples: o melhor cartão não é necessariamente o que gera mais pontos, mas sim aquele que oferece o melhor equilíbrio entre pontuação, spread, IOF e retorno financeiro. Analisar apenas um desses fatores pode levar a uma escolha menos vantajosa e aumentar o custo das compras realizadas fora do Brasil.
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