
Itaú The One deixa de ser ilimitado e perde o Glamour de ‘Alta Renda’
Itaú The One muda regra histórica e passa a exibir limite no app; cartão ganha praticidade, mas perde parte da exclusividade
Uma notificação enviada pelo Itaú aos clientes do cartão The One chamou a atenção do mercado de alta renda nesta semana. A mensagem informa que, a partir de 30 de julho, os portadores poderão consultar diretamente no aplicativo o limite do cartão e acompanhar o valor disponível para compras.
A mudança parece simples à primeira vista, mas representa uma transformação importante em um dos produtos mais exclusivos do banco.
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Até hoje, o Itaú The One era conhecido justamente por operar com o chamado limite flexível, modelo popularmente tratado pelos clientes como um cartão “sem limite”. Embora tecnicamente sempre existissem critérios internos de aprovação para cada compra, o banco não exibia um valor máximo pré-definido como ocorre nos cartões tradicionais.
Agora, ao indicar que o limite passará a ser visualizado diretamente no aplicativo, o Itaú sinaliza uma nova fase para o produto.
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O COMUNICADO AOS CLIENTES

AGORA O LIMITE ESTARÁ DISPONÍVEL PARA O CLIENTE VER

O prestígio do cartão ilimitado – ACABOU!

No universo dos cartões premium, o conceito de cartão sem limite sempre carregou um forte componente de exclusividade.
Mais do que um benefício financeiro, era uma forma de diferenciação. Afinal, poucos produtos no mercado brasileiro ofereciam essa característica.
Ao não exibir um limite fixo, o The One se posicionava em uma categoria semelhante à de alguns dos cartões mais prestigiados do mundo, transmitindo a sensação de que o cliente era avaliado de forma personalizada de acordo com seu relacionamento, patrimônio e histórico de gastos.
Para muitos clientes de alta renda, isso tinha valor simbólico.
Com a mudança, parte desse prestígio naturalmente diminui. Afinal, quando um cliente passa a visualizar um número específico no aplicativo, a percepção deixa de ser a de um cartão ilimitado e passa a se aproximar da experiência encontrada em outros produtos premium.

RUIM OU BOM?
De fato, o cartão está apenas se ajustando para um público que realmente foi desenhado. O The One até teve a intenção, ou até o atrevimento de querer se colocar como um cartão de Ultrarrenda, entrentanto, nunca conseguiu atingir esse patamar.
Pontos ruins do cartão
- Foi de difícil a fácil obtenção, exigindo 60 mil de limite
- Deixou de ser exclusivo e se tornou ‘para todos’
- O que é fácil, não é desejado
- Fraca pontuação (3 e 3,5)
- Anuidade desproporcional aos benefícios 4mil
Pontos positivos do cartão
- reposicionamento com Liberação exclusiva para o nível 5
- LoungeKey ilimitado
- Acesso quase exclusivo à Pedra Preta
- Era ilimitado
Com o novo posicionamento
- O cartão passa a ter um limite fixo e não mais ilimitado. Assim como quase todos os cartões de média e alta renda.
- Perdeu o Glamour de ser ‘ilimitado’, porém, tenha em mente que ele sempre teve um ‘limite qualquer’
O que o Itaú quer dizer com a mudança?
Muito difícil inferir, mas de fato, é um bom sinal, já que o produto está em transformação. Talvez permitir um Upgrade para World Legend baseado em limite? Uma hipótese, mas remota!
Outra questão é que, como já havíamos dito em todas as lives sobre o produto, o Itaú não mexeria no cartão até a inauguração da Sala VIP Pedra Preta. Depois, a transformação poderia acontecer numa visão de ‘copo meio-cheio’ ou ‘meio-vazio’. De fato, parado o Itaú não ficou.
Por que a mudança pode ser positiva
Por outro lado, a novidade traz vantagens práticas importantes.
Uma das principais reclamações dos clientes era justamente a dificuldade de entender qual era sua capacidade real de compra em determinados momentos.
Agora, o acompanhamento do limite disponível tende a trazer mais previsibilidade para grandes despesas, viagens internacionais e compras de alto valor.
Além disso, a mudança abre espaço para uma funcionalidade bastante desejada por muitos clientes do Itaú: a possibilidade de redistribuir limites entre diferentes cartões da mesma conta.
Quem possui mais de um cartão dentro do relacionamento Personnalité poderá ter maior flexibilidade para gerenciar seus limites conforme a necessidade.
Na prática, isso pode facilitar a utilização dos produtos e reduzir situações em que parte do limite fica ociosa em um cartão enquanto falta capacidade de compra em outro.
The One ganhou uma nova sobrevida
Se existe um momento em que essa mudança acontece sem causar grandes impactos negativos na atratividade do produto, esse momento é agora.
Isso porque o The One acabou de receber um dos benefícios mais relevantes desde seu lançamento: acesso à nova Sala Pedra Preta do Itaú no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
O espaço, inaugurado recentemente, tornou-se imediatamente um dos lounges mais exclusivos do Brasil.
Com cerca de 1.400 metros quadrados, funcionamento 24 horas e foco em clientes Personnalité e Private, a sala elevou significativamente o valor percebido do cartão.
Para muitos clientes, o acesso à Pedra Preta possui hoje mais relevância prática do que a própria característica de limite flexível.






Como fica o The One frente aos concorrentes?
O mercado premium mudou muito nos últimos anos.
Quando o The One foi lançado, destacava-se principalmente por três pilares:
- Limite flexível;
- Pontuação elevada;
- Benefícios exclusivos para alta renda.
Hoje a concorrência ficou muito mais agressiva.
Cartões como C6 Graphene World Legend, BRB DUX, Caixa Altus, Unicred Ímpar, Santander Unlimited e diversos novos World Legend passaram a disputar o mesmo público oferecendo:
- Mais acessos a salas VIP;
- Programas de pontos mais agressivos;
- Benefícios para acompanhantes;
- Maior integração com programas de fidelidade.
Nesse cenário, a Sala Pedra Preta surge como um diferencial estratégico para manter o The One competitivo.
Vale a pena continuar com o The One?
A resposta continua sendo sim para boa parte dos clientes Personnalité e Private.
O cartão segue oferecendo:
| Benefício | Bom/Ruim Itaú The One |
|---|---|
| Sala Pedra Preta | Excelente – Diferencial |
| Acesso a salas VIP internacionais | BOM – Bom LK Ilimitado |
| Cartão Black Premium | OK- Benefícios inferiores ao WL |
| Benefícios premium de viagem | OK- Benefícios inferiores ao WL |
| Atendimento diferenciado | Concierge FRACO |
| Limite visível no app | A partir de 30/07 |
| Pontuação | Fraca, Exceto para TAP |
| SPREAD | RUIM – só perde pro Santander |
| Anuidade | Péssimo – anuidade desproporcional |
O que muda é que o produto deixa de utilizar um dos elementos que mais reforçavam sua aura de exclusividade: a percepção de ser um cartão sem limite.
O mercado premium entra em uma nova fase
A decisão do Itaú mostra que o mercado está caminhando para um modelo mais transparente e funcional.
Embora alguns clientes possam enxergar a novidade como uma perda de status, outros devem comemorar a praticidade de acompanhar o limite disponível diretamente no aplicativo e ter maior controle financeiro.
No fim das contas, o The One perde um pouco do charme do “cartão ilimitado”, mas ganha em usabilidade. E com a chegada da Sala Pedra Preta, o produto continua ocupando uma posição de destaque entre os principais cartões de alta renda do Brasil.
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