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POV: Por que eu cancelei o meu Itaú The One e Qual cartão substituto?’

cancelei meu the one

Recebo essa pergunta com uma frequência que já virou rotina: “por que você cancelou o The One?”. Faz sentido perguntarem — é um cartão que muita gente enxerga como o topo da linha do Itaú, com anuidade de R$ 4.000 por ano. Cancelar algo assim parece contraintuitivo à primeira vista. Mas pra mim, na prática, ele tinha parado de fazer sentido fazia tempo.

O The One nunca foi meu cartão principal — era só um backup de sala VIP

Isso é o ponto mais importante de tudo: eu nunca usei o The One pelo que ele “deveria” entregar. Eu já tenho o BRB DUX e um Unlimited do Santander na carteira, e os dois já resolvem sala VIP muito bem. Então, na minha rotina, o The One vivia como plano B — um backup de sala VIP que eu quase nunca precisava acionar.

E quando eu olho pra aplicação real dos cartões Itaú no meu perfil, a verdade é que o que mais me interessa ali é a transferência de pontos pra TAP, não o cartão em si. Ou seja: eu estava pagando R$ 4.000 de anuidade por um backup que eu mal usava, enquanto o valor de verdade que eu tirava do ecossistema Itaú vinha de outro lugar.

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O golpe final: eu nem estava mais enquadrado

Se já estava difícil justificar a anuidade, o Itaú acabou de mudar a regra de acesso à sala Pedra Preta, que passou a exigir o Nível 5 do relacionamento Itaú Personnalité. E aqui está o detalhe mais engraçado de toda essa história: eu nem estava perto desse nível. Ou seja, eu já estava “desenquadrado” antes mesmo da mudança virar notícia — na prática, eu já tinha perdido esse acesso, só ainda não sabia (ou não tinha formalizado).

Quando um cartão de R$ 4.000/ano vira backup de um backup, e o próprio banco confirma que você não está no nível que dá direito ao benefício mais forte dele, a decisão de cancelar deixa de ser difícil.

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O substituto: Sicredi Visa Infinite

No lugar do The One, entrou o Sicredi Visa Infinite. E a razão é bem direta: ele me dá mais salas VIP pela metade do preço.

Pra quem meche com sala VIP como eu, o Sicredi Visa Infinite é hoje um dos melhores cartões do mercado nesse quesito — e o detalhe que mais pesa a meu favor é o número de convidados ilimitados. Isso muda completamente a lógica de uso: eu não preciso mais fazer conta de quantas pessoas posso levar pra sala, porque não existe esse limite.

E a pontuação? Ainda prefiro o Sicredi mesmo empatado

Uma coisa que vale deixar registrada: tanto o Sicredi Visa Infinite quanto o The One devem passar por mudança de pontuação em breve. Nos dois casos, a expectativa é que a pontuação possa chegar a até 4 pontos — ou seja, existe um cenário em que os dois cartões ficam empatados nesse quesito específico.

Mesmo nesse cenário de empate técnico na pontuação, eu continuo preferindo o Sicredi. A combinação de anuidade pela metade do preço com salas VIP melhores (e convidados ilimitados) pesa mais, pro meu uso, do que uma pontuação idêntica não muda o resultado final.

Como fica o resto da minha carteira de cartões de alta renda

Pra fechar, acho que vale contextualizar onde o The One e o Sicredi se encaixam dentro da minha carteira completa hoje, porque cada cartão tem um papel bem definido:

  • Sicredi Visa Infinite — meu cartão de sala VIP, no lugar do The One.
  • C6 Carbon — é muito bom especificamente pra acumular pontos pra TAP, então cumpre esse papel muito bem dentro da carteira.
  • Cartão da própria TAP Miles&Go — fica na manga caso eu queira acumular direto no programa da companhia, sem passar por conversão.
  • Caixa Ícone — ainda estou tentando conseguir esse aqui, mas é o que pretendo transformar no meu cartão principal.
  • Itaú The Essential — assim que estiver disponível pra mim, vou pegar. Com anuidade zerada no meu enquadramento e pontuação de 2,6 pontos no Brasil, viro uma opção boa dentro do próprio guarda-chuva Itaú — mesmo sem substituir o papel que o The One tinha.
  • Azul Visa Infinite — esse é o cartão que eu uso especificamente em momentos de meta, quando preciso bater algum patamar de gasto ou pontuação.

No fim das contas, cancelar o The One não foi sobre “o cartão ser ruim”. Foi sobre ele ter parado de ter um papel claro dentro da minha carteira — e o Sicredi Visa Infinite hoje cumpre esse papel muito melhor, pelo preço certo.

Autor

  • 5b05920a90e3c2f827f8db2b3b07acb1 POV: Por que eu cancelei o meu Itaú The One e Qual cartão substituto?' Cartões e Bancos Destaque Mastercard Black Visa Infinite

    Hugo Reis é engenheiro de formação, com pós-graduação em Finanças e Marketing, e atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital e jornalismo colaborativo na internet.

    Ao longo de sua trajetória, especializou-se no universo das milhas aéreas, cartões de crédito, programas de fidelidade, salas VIP, contas globais e viagens internacionais, acompanhando diariamente as mudanças do mercado financeiro e da indústria de aviação para transformar informações complexas em conteúdo acessível e estratégico para o consumidor.

    É fundador e criador do Viagem Black, plataforma dedicada a ajudar viajantes a acumular mais pontos, emitir passagens com milhas, escolher os melhores cartões de crédito e aproveitar oportunidades para viajar pagando menos, sempre com análises independentes, comparativos detalhados e foco na educação financeira aplicada ao turismo.

    Além do Viagem Black, Hugo possui ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, SEO e análise de produtos financeiros, desenvolvendo artigos, guias e estudos voltados para cartões premium, programas de fidelidade, bancos digitais, investimentos e estratégias de otimização de gastos.

    Seu objetivo é democratizar o acesso às informações sobre o mercado de viagens e fidelidade, mostrando que, com planejamento e conhecimento, é possível viajar mais, melhor e gastando muito menos.

Hugo Reis é engenheiro de formação, com pós-graduação em Finanças e Marketing, e atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital e jornalismo colaborativo na internet.Ao longo de sua trajetória, especializou-se no universo das milhas aéreas, cartões de crédito, programas de fidelidade, salas VIP, contas globais e viagens internacionais, acompanhando diariamente as mudanças do mercado financeiro e da indústria de aviação para transformar informações complexas em conteúdo acessível e estratégico para o consumidor.É fundador e criador do Viagem Black, plataforma dedicada a ajudar viajantes a acumular mais pontos, emitir passagens com milhas, escolher os melhores cartões de crédito e aproveitar oportunidades para viajar pagando menos, sempre com análises independentes, comparativos detalhados e foco na educação financeira aplicada ao turismo.Além do Viagem Black, Hugo possui ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, SEO e análise de produtos financeiros, desenvolvendo artigos, guias e estudos voltados para cartões premium, programas de fidelidade, bancos digitais, investimentos e estratégias de otimização de gastos.Seu objetivo é democratizar o acesso às informações sobre o mercado de viagens e fidelidade, mostrando que, com planejamento e conhecimento, é possível viajar mais, melhor e gastando muito menos.

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