
Revolut vs Nubank: Fintech dispara em valor de mercado e já vale US$ 115 bilhões, superando rival com folga
Revolut dispara em valor de mercado e já vale US$ 115 bilhões, superando Nubank com folga
A Revolut continua consolidando sua posição como uma das maiores fintechs do mundo. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, a empresa britânica foi avaliada em US$ 115 bilhões durante uma oferta secundária de ações, um crescimento expressivo em relação aos US$ 75 bilhões registrados em novembro de 2025.
Com o novo valuation, a Revolut passa a valer cerca de 64% mais que o Nubank, reforçando sua estratégia de expansão global e aumentando a distância em relação ao banco digital brasileiro.
Valuation cresce mais de 50% em menos de um ano
O novo processo de venda de ações para investidores privados elevou significativamente o valor atribuído à fintech.
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Segundo a Bloomberg, cada ação da Revolut foi precificada em aproximadamente US$ 2.017, refletindo uma forte demanda por participação na empresa.
Em nota, a Revolut confirmou que o processo está em andamento, mas afirmou que só divulgará detalhes após a conclusão da operação.
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“Podemos confirmar que está em andamento um processo de venda secundária de ações. Como é prática padrão, não comentaremos os detalhes enquanto o processo estiver em andamento”, informou a empresa.
Caso a avaliação seja confirmada ao final da oferta, a Revolut passará a integrar o seleto grupo das empresas privadas mais valiosas do setor financeiro mundial.
Revolut já vale muito mais que o Nubank
A comparação com o Nubank chama atenção.
Enquanto a Revolut alcança uma avaliação de US$ 115 bilhões, o banco brasileiro possui atualmente um valor de mercado em torno de US$ 70 bilhões, considerando a cotação de suas ações negociadas na Bolsa de Nova York.
Apesar da diferença de valuation, o Nubank ainda lidera em número de clientes.
Confira a comparação:
| Indicador | Revolut | Nubank |
|---|---|---|
| Valuation | US$ 115 bilhões | US$ 70 bilhões |
| Clientes | 75 milhões | Mais de 135 milhões |
| Presença internacional | 30 países | Brasil, México e Colômbia |
Enquanto o Nubank concentra sua atuação na América Latina, a Revolut segue uma estratégia global, expandindo operações em diversos mercados simultaneamente.
Meta é chegar a 100 países
O CEO e fundador da Revolut, Nik Storonsky, tem objetivos bastante ambiciosos para a empresa.
A fintech pretende alcançar:
- 100 milhões de clientes;
- presença em 100 países;
- receita anual de US$ 100 bilhões.
Atualmente, a Revolut já opera em cerca de 30 mercados, oferecendo serviços bancários, investimentos, câmbio internacional, seguros, criptomoedas, cartões e soluções voltadas para viagens.
Crescimento acompanha expansão dos produtos
Nos últimos anos, a Revolut deixou de ser apenas uma conta internacional e passou a construir um ecossistema financeiro completo.
Entre as soluções disponíveis em diferentes mercados estão:
- conta multimoedas;
- cartões físicos e virtuais;
- investimentos;
- criptomoedas;
- seguros;
- eSIM internacional;
- programa RevPoints;
- acesso a salas VIP;
- benefícios para viagens;
- parcerias com programas de fidelidade.
Recentemente, a empresa também anunciou uma parceria com o IHG One Rewards, ampliando sua presença no segmento de fidelidade hoteleira.
O que isso representa para os brasileiros?
Embora a operação brasileira da Revolut ainda esteja em fase de expansão, o crescimento da empresa demonstra que ela continua investindo pesadamente no desenvolvimento de novos produtos.
Nos últimos meses, a fintech trouxe ao Brasil recursos como o programa RevPoints, ampliou parceiros de transferência de pontos e reforçou sua estratégia para competir com bancos digitais tradicionais.
Uma empresa avaliada em US$ 115 bilhões também ganha maior capacidade para investir em tecnologia, adquirir novas empresas e acelerar sua expansão internacional.
Análise Viagem Black
A nova avaliação confirma que a Revolut deixou de ser apenas uma fintech especializada em câmbio para se tornar uma das maiores plataformas financeiras globais.
Para quem acompanha o mercado de cartões, milhas e viagens, isso é uma excelente notícia. Quanto maior a competição entre gigantes como Revolut, Nubank, Wise e bancos tradicionais, maior tende a ser a oferta de benefícios para os clientes.
Nos últimos anos, a Revolut mostrou que pretende disputar espaço justamente onde o público do Viagem Black mais valoriza: programas de recompensas, benefícios para viajantes, acesso a salas VIP e parcerias com companhias aéreas e redes hoteleiras.
Se mantiver esse ritmo de crescimento, a expectativa é que a fintech continue trazendo novidades relevantes também para o mercado brasileiro nos próximos anos.





















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