
WORLD LEGEND? Itaú endurece regras do The One e agora exige altos investimentos e gastos para o cartão
Itaú endurece regras do The One e agora exige nível máximo no Minhas Vantagens
O Itaú decidiu apertar ainda mais o cerco para quem deseja ter acesso ao The One Mastercard Black, um dos cartões mais desejados do segmento alta renda no Brasil. A partir de agora, novas aprovações e upgrades para o cartão passam a ser restritos apenas aos clientes que alcançarem o nível 5 no programa Minhas Vantagens Personnalité.
Na prática, o banco transforma o The One em um produto ainda mais exclusivo — e também mais difícil de conquistar.
Clube Livelo: 25 mil pontos em 12 meses — Milheiro abaixo de R$20
A mudança mostra claramente uma tendência que vem crescendo entre os grandes bancos: não basta mais apenas ter renda alta ou um bom histórico de crédito. Agora, as instituições querem relacionamento total, com investimentos, seguros, salário, Pix, Open Finance e uso intenso dos produtos do banco.
Itaú quer clientes “completos”, não apenas usuários do cartão
Antes da mudança, muitos clientes conseguiam aprovação no The One com um bom relacionamento ou investimentos relevantes no banco. Agora, o cenário mudou.
Santander anuncia cartão substituto do Amex The Centurion Card e agita os clientes de alta renda
Para alcançar o nível 5 do Minhas Vantagens, é necessário acumular 44 passos dentro do ecossistema Itaú. E isso pode exigir uma verdadeira concentração financeira no banco.
Entre os critérios que ajudam a subir de nível estão:
- Investimentos elevados;
- Gastos altos no cartão;
- Salário domiciliado;
- Seguros ativos;
- Consórcios;
- Financiamentos;
- Open Finance;
- Uso de Pix;
- Débito automático.
Ou seja: o Itaú quer ser o banco principal do cliente em praticamente tudo.
Quanto é necessário para chegar ao nível 5?
O caminho mais rápido continua sendo através dos investimentos.
Segundo as regras divulgadas, clientes com R$ 3 milhões investidos no Itaú já atingem automaticamente os 44 passos necessários para o nível máximo.
Mas existem outros caminhos.
Um cliente com gastos de R$ 50 mil mensais no cartão, salário no Itaú e alguns produtos adicionais também pode alcançar o nível 5, ainda que precise praticamente “morar” dentro do ecossistema do banco.
Já outro perfil com cerca de R$ 900 mil investidos, gastos de R$ 15 mil por mês e contratação de alguns serviços também consegue atingir o objetivo.
A isenção da anuidade continua?
Sim, mas com regras bem definidas.
Clientes no nível 5 continuam com anuidade gratuita no The One. Quem perder o nível máximo passa a precisar gastar pelo menos R$ 60 mil por mês na fatura para manter a isenção.
Caso contrário, a cobrança da anuidade entra normalmente.
E aqui surge uma das grandes discussões do mercado premium atualmente: até que ponto ainda vale a pena correr atrás desses cartões ultra exclusivos?
Salas VIP viraram um problema para os bancos
O movimento do Itaú não parece ser isolado.
Nos últimos anos, os cartões premium explodiram em popularidade e o uso de salas VIP aumentou de forma gigantesca. O problema é que os custos para manter benefícios ilimitados ficaram muito maiores para os bancos.
Por isso, várias instituições começaram a endurecer regras, limitar acessos ou exigir relacionamento mais pesado.
O The One parece entrar exatamente nessa nova fase do mercado.
O Itaú quer menos clientes no topo, mas clientes muito mais rentáveis.
O The One ainda vale a pena?
Apesar das novas exigências, o cartão continua sendo um dos mais fortes do Brasil para quem busca:
- Acessos ilimitados a salas VIP;
- Pontuação elevada;
- Benefícios Mastercard Black;
- Atendimento diferenciado;
- Status premium no Personnalité.
O problema é o preço indireto dessa exclusividade.
Hoje, para boa parte das pessoas, talvez faça mais sentido diversificar bancos e estratégias do que concentrar absolutamente tudo em uma única instituição apenas para manter um cartão.
O mercado mudou bastante nos últimos anos — e os bancos também perceberam que podem exigir muito mais dos clientes premium.
Itaú reforça tendência do mercado alta renda
A mudança no The One deixa claro que os grandes bancos brasileiros estão caminhando para um modelo de “principalidade total”.
Não basta mais ter patrimônio. O cliente precisa gerar relacionamento completo e recorrente.
Isso inclui investimentos, crédito, seguros, movimentação bancária e uso diário da instituição.
No fim das contas, o The One continua extremamente desejado. Mas agora ficou evidente que o Itaú quer transformar o cartão em um verdadeiro clube fechado dentro do Personnalité.
Tags: Itaú, The One, Itaú Personnalité, Minhas Vantagens, cartão black, Mastercard Black, salas VIP, cartão premium, alta renda, milhas, cartões de crédito, Viagem Black, benefícios Itaú, anuidade The One, cartões ultra premium






















Publicar comentário