
O Boom das Salas VIP no Brasil: Onde Estão os Mais de 200 Espaços e Como Garantir Sua Exclusividade
O Boom das Salas VIP no Brasil: Onde Estão os Mais de 200 Espaços e Como Garantir Sua Exclusividade
Se você acompanha o mercado de cartões de alta renda e emissões em cabines premium, já deve ter notado uma mudança drástica na infraestrutura dos aeroportos brasileiros nos últimos anos. O que antes era um privilégio restrito a passageiros de Primeira Classe ou portadores de cartões ultra-exclusivos como o American Express The Centurion, hoje se transformou em uma verdadeira febre nacional.
Atualmente, o Brasil ultrapassou a impressionante marca de 200 espaços VIP espalhados por seus aeroportos. No entanto, para a comunidade Viagem Black, a análise precisa ir além do número bruto. É fundamental entender o que compõe essa rede, quem domina esse mercado e, principalmente, como manter o padrão de exclusividade em meio ao fenômeno da “superlotação”.
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A Anatomia dos 200 Espaços: Muito Além do Sofá e do Buffet
Quando falamos em mais de duas centenas de opções, é importante esclarecer que o conceito de “Sala VIP” evoluiu. Os grandes programas de acesso — Priority Pass, LoungeKey e Visa Airport Companion (DragonPass) — diversificaram seu portfólio para desafogar os lounges tradicionais. Hoje, esse número engloba:
Lounges Tradicionais: Os clássicos espaços com buffet, bar, poltronas de descanso e banheiros com duchas.
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Restaurantes Conveniados: Uma tendência fortíssima, especialmente nos terminais domésticos e internacionais de Guarulhos (GRU) e Galeão (GIG). Estabelecimentos de alto padrão oferecem créditos (geralmente entre US$ 27 e US$ 32) para abater na conta final usando o seu acesso ao programa do cartão.
Spas e Cuidados Pessoais: Espaços que oferecem massagens expressas, serviços de manicure e até tratamentos estéticos rápidos antes do voo.
Cabines de Descanso (Nap Rooms): Cápsulas ou pequenos quartos privativos para quem enfrenta longas conexões e precisa dormir com privacidade, sem necessariamente consumir alimentos ou bebidas.
Os Donos do Pedaço: Quem Opera as Salas no Brasil?
O crescimento acelerado deste setor atraiu fortes investimentos de redes nacionais e internacionais, que hoje disputam cada metro quadrado dos principais hubs do país:
W Premium Group: É, indiscutivelmente, a rede que mais cresceu recentemente. Com uma estratégia agressiva de dominar aeroportos regionais e capitais fora do eixo Rio-SP, além de terminais importantes em Guarulhos, a W Premium massificou o acesso pelo país.
Advantage VIP Lounge: Focou cirurgicamente na ponte aérea e em rotas de negócios. Seus espaços em Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) tornaram-se pontos de encontro diários de executivos.
Ambaar Lounge / Ambaar Club: Com operações robustas em Confins (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Viracopos (SP) e Salvador (BA), destaca-se por tentar trazer elementos da cultura local para a arquitetura e gastronomia de seus espaços.
Plaza Premium Group: Rede global asiática de altíssimo padrão, com operações majestosas no Galeão (RJ) e Guarulhos (SP), mantendo um nível de serviço muito próximo ao das boas salas internacionais.
Lounges Proprietários (Bancos e Bandeiras): Onde reside o verdadeiro foco do viajante Black. Espaços como o Visa Infinite Lounge e o Lounge by Mastercard Black (ambos no T3 de GRU), o Bradesco Cartões Lounge (com presença marcante em GRU e CGH), além de iniciativas do BRB, Nomad e Inter, tentam fidelizar o cliente dentro do próprio ecossistema financeiro.
O Custo da Popularização: Filas e Estratégia
Para o público de alta renda, a massificação dos cartões de crédito na categoria “Black” ou “Infinite” trouxe um efeito colateral indigesto: as filas na porta das salas VIP. O conceito de “Very Important Person” perde força quando é necessário aguardar 40 minutos em pé para entrar em uma sala lotada, apenas para comer um pão de queijo frio.
É exatamente aqui que a estratégia Viagem Black se diferencia do milheiro amador. Ter acesso não é mais o diferencial; o diferencial é ter o melhor acesso.
Bancos e bandeiras começaram a reagir. Estamos presenciando um movimento forte de migração do LoungeKey para o Visa Airport Companion (DragonPass), além da exigência de metas de gastos para liberar acessos gratuitos, cortando o benefício de cartões inativos.
Para não passar aperto, o viajante de luxo precisa compor uma carteira de cartões inteligente. Cartões topo de linha (como BRB DUX, Bradesco Aeternum, Itaú The One ou o próprio Santander Unlimited) garantem acessos ilimitados para o titular e convidados, além de abrir portas para as salas mais restritas e luxuosas, onde o fenômeno das filas ainda é controlado.
A era de ouro das Salas VIP no Brasil não acabou, ela apenas subiu de patamar. Exige-se agora mais curadoria e um portfólio de crédito afiado para garantir que a sua experiência no aeroporto comece, de fato, na primeira classe.
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