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BTG Pactual lança cartão com bandeira própria e entra no mercado de maquininhas com o BTG Pay

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Nova plataforma reúne maquininha, cartão de crédito B2B, link de pagamento, gestão de recebíveis e split de pagamentos; cartão começa em arranjo fechado

O BTG Pactual deu mais um passo para ampliar sua atuação no mercado de pagamentos. Nesta sexta-feira (11), o banco iniciou oficialmente a operação comercial do BTG Pay, plataforma voltada a empresas que reúne soluções de cobrança, crédito e gestão financeira em um mesmo ecossistema.

O projeto havia sido anunciado em outubro de 2025 e vinha sendo liberado gradualmente para clientes selecionados do BTG Empresas. Inicialmente, foram disponibilizados recursos como link de pagamento e, posteriormente, a maquininha física.

Com o início da operação comercial, a solução passa a estar disponível para as empresas clientes do banco que atenderem aos critérios estabelecidos.

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BTG Pay estreia com maquininha de duas telas

Um dos principais produtos da nova plataforma é a Smart POS do BTG Pay, uma maquininha com duas telas.

A proposta é permitir que o estabelecimento acompanhe a operação em uma tela enquanto o consumidor visualiza simultaneamente informações da compra e a confirmação do pagamento em outra.

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Segundo o BTG, o formato pode contribuir para aumentar a produtividade dos estabelecimentos, reduzir filas e trazer mais transparência para as transações.

Outro argumento apresentado pelo banco está relacionado à segurança. Como o cliente consegue visualizar o valor diretamente em sua própria tela, a instituição entende que o modelo pode reduzir situações de fraude relacionadas à conferência do valor da compra.

As taxas cobradas pelo uso da maquininha serão definidas de acordo com fatores como faturamento da empresa, tipo de transação e prazo de recebimento.

A plataforma também terá recursos de gestão de recebíveis, conciliação em tempo real e atendimento especializado 24 horas, além de integração com o aplicativo BTG Empresas.

Link de pagamento também faz parte da plataforma

O BTG Pay não ficará restrito às transações presenciais.

A plataforma também oferece um Link de Pagamento, permitindo que empresas realizem cobranças à distância sem necessariamente precisar de uma loja virtual ou de uma maquininha.

O recurso permite receber pagamentos por cartão, Pix e boleto, ampliando as possibilidades de cobrança para diferentes tipos de negócios.

BTG lança cartão de crédito com bandeira própria

A outra grande novidade é o Cartão BTG Pay, desenvolvido especificamente para as relações comerciais entre empresas.

Diferentemente dos cartões tradicionais utilizados pelos consumidores, o produto foi pensado para operações B2B, permitindo que empresas façam pagamentos à vista ou parcelados e tenham maior flexibilidade para administrar o capital de giro.

A ideia é conectar compradores e fornecedores dentro do próprio ecossistema do BTG.

Na prática, uma empresa poderá utilizar o cartão para pagar um fornecedor, enquanto este poderá estabelecer condições comerciais específicas e receber os recursos de maneira integrada.

Cartão começa em arranjo fechado

Um dos pontos mais interessantes do lançamento é que o cartão começa funcionando em um arranjo fechado.

Isso significa que, inicialmente, o Cartão BTG Pay poderá ser utilizado apenas nas próprias maquininhas do BTG.

O banco afirma que essa estratégia permite maior flexibilidade na definição das condições de pagamento entre compradores e fornecedores.

Nos arranjos tradicionais, existem regras mais padronizadas para fechamento de fatura e pagamento. No modelo proposto pelo BTG, as condições podem ser adaptadas às necessidades da operação empresarial.

O limite de crédito será definido individualmente, de acordo com a análise de cada cliente.

Segundo o BTG, o objetivo é fazer com que a plataforma conecte o fluxo de compras e vendas das empresas, oferecendo também uma alternativa de financiamento de capital de giro.

BTG mira mercado potencial de R$ 50 trilhões

O tamanho do mercado ajuda a explicar a estratégia do banco.

Segundo dados apresentados pelo BTG, o volume transacionado por diferentes meios de pagamento utilizados pelas empresas chegou a aproximadamente R$ 50 trilhões em 2025.

Desse total:

Meio de pagamentoVolume em 2025
CartõesR$ 4,5 trilhões
BoletosR$ 11 trilhões
TEDR$ 35 trilhões
Total aproximadoR$ 50 trilhões

O objetivo do BTG é conquistar uma parcela desse enorme fluxo de pagamentos corporativos, migrando operações que hoje acontecem por diferentes meios para uma experiência integrada de pagamentos e crédito.

A instituição também aposta na possibilidade de oferecer taxas competitivas e reduzir a burocracia envolvida na conciliação das operações entre empresas.

Split de pagamentos ganha espaço no BTG Pay

Outra funcionalidade incluída no BTG Pay é o split de pagamentos, ferramenta que permite dividir automaticamente o valor de uma transação entre diferentes destinatários.

O recurso pode ganhar relevância especialmente com as mudanças previstas pela reforma tributária.

Em uma operação tradicional, uma empresa recebe integralmente o valor de uma venda e posteriormente realiza o pagamento dos tributos. Com o split, diferentes parcelas da transação podem ser direcionadas automaticamente aos respectivos destinatários.

Um exemplo apresentado pelo BTG envolve uma conta de restaurante de R$ 1.100.

Em uma operação desse tipo, o sistema poderia dividir automaticamente os recursos entre o estabelecimento, o garçom e os tributos, direcionando cada parcela para o destino correspondente.

Por que o BTG está entrando no mercado de maquininhas?

A chegada do BTG ao segmento de adquirência acontece em um momento em que o Pix já ocupa uma posição central nos pagamentos brasileiros.

A estratégia do banco, porém, não é apresentada simplesmente como uma tentativa de substituir o Pix.

Segundo os executivos do BTG, a própria demanda dos clientes empresariais teria sido um dos principais motivos para a criação da solução.

Empresas que já concentram suas operações financeiras no banco ainda precisavam recorrer a outras instituições quando queriam utilizar serviços de adquirência. A criação do BTG Pay permite ao banco ampliar esse relacionamento.

Além disso, o cartão oferece uma característica que o Pix não possui: crédito e possibilidade de parcelamento.

Enquanto o Pix normalmente representa um pagamento à vista, o cartão pode funcionar como instrumento de financiamento e organização do fluxo de caixa.

BTG Pay vai além de uma simples maquininha

A estratégia do BTG mostra que o projeto não deve ser interpretado apenas como a entrada do banco no mercado de maquininhas.

O BTG Pay combina adquirência, crédito, cobrança e gestão financeira, criando um ecossistema direcionado principalmente ao relacionamento entre empresas.

O cartão próprio é uma das peças mais importantes dessa estratégia. Ao começar em arranjo fechado, o BTG consegue controlar a experiência entre o cartão e suas próprias maquininhas e, ao mesmo tempo, testar o modelo com seus clientes empresariais.

O potencial de expansão, porém, dependerá da capacidade do banco de ampliar a aceitação do cartão e demonstrar vantagens concretas para compradores e fornecedores.

O que muda para o mercado?

A movimentação coloca o BTG Pactual em uma posição ainda mais próxima de outros grandes grupos financeiros que passaram a combinar conta, crédito, adquirência e serviços de pagamento em uma única plataforma.

Para as empresas, a principal promessa é justamente reduzir a quantidade de sistemas e instituições envolvidas no ciclo financeiro.

Para o BTG, o movimento também cria novas oportunidades de relacionamento com seus clientes corporativos, já que cada transação realizada pela plataforma pode gerar dados, receitas de serviços e novas oportunidades de crédito.

O lançamento do BTG Pay, portanto, representa uma expansão importante da atuação do banco no mercado de pagamentos e pode ser apenas o primeiro passo de uma estratégia mais ampla envolvendo cartão próprio, crédito empresarial e infraestrutura de pagamentos.

E para quem acompanha cartões?

O lançamento também merece atenção de quem acompanha a evolução do mercado de cartões no Brasil.

Embora o Cartão BTG Pay não seja, neste primeiro momento, um cartão convencional para uso em estabelecimentos em geral, a criação de um arranjo próprio mostra que o BTG está disposto a avançar mais profundamente na infraestrutura de pagamentos.

Se o modelo funcionar, a experiência pode abrir espaço para novos produtos, novas formas de crédito e eventualmente uma expansão da utilização do cartão.

Para o consumidor pessoa física, ainda não há indicação de que o produto tenha sido desenvolvido como concorrente direto dos cartões premium tradicionais do banco, como os produtos voltados ao segmento de alta renda. O foco inicial é claramente empresarial.

Viagem Black acompanha de perto esse movimento do mercado de cartões, crédito, bancos e meios de pagamento, especialmente quando novas tecnologias podem mudar a forma como empresas e consumidores acumulam benefícios e utilizam seus cartões.

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  • 5b05920a90e3c2f827f8db2b3b07acb1 BTG Pactual lança cartão com bandeira própria e entra no mercado de maquininhas com o BTG Pay Cartões e Bancos Destaque

    Hugo Reis é engenheiro de formação, com pós-graduação em Finanças e Marketing, e atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital e jornalismo colaborativo na internet.

    Ao longo de sua trajetória, especializou-se no universo das milhas aéreas, cartões de crédito, programas de fidelidade, salas VIP, contas globais e viagens internacionais, acompanhando diariamente as mudanças do mercado financeiro e da indústria de aviação para transformar informações complexas em conteúdo acessível e estratégico para o consumidor.

    É fundador e criador do Viagem Black, plataforma dedicada a ajudar viajantes a acumular mais pontos, emitir passagens com milhas, escolher os melhores cartões de crédito e aproveitar oportunidades para viajar pagando menos, sempre com análises independentes, comparativos detalhados e foco na educação financeira aplicada ao turismo.

    Além do Viagem Black, Hugo possui ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, SEO e análise de produtos financeiros, desenvolvendo artigos, guias e estudos voltados para cartões premium, programas de fidelidade, bancos digitais, investimentos e estratégias de otimização de gastos.

    Seu objetivo é democratizar o acesso às informações sobre o mercado de viagens e fidelidade, mostrando que, com planejamento e conhecimento, é possível viajar mais, melhor e gastando muito menos.

Hugo Reis é engenheiro de formação, com pós-graduação em Finanças e Marketing, e atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital e jornalismo colaborativo na internet.Ao longo de sua trajetória, especializou-se no universo das milhas aéreas, cartões de crédito, programas de fidelidade, salas VIP, contas globais e viagens internacionais, acompanhando diariamente as mudanças do mercado financeiro e da indústria de aviação para transformar informações complexas em conteúdo acessível e estratégico para o consumidor.É fundador e criador do Viagem Black, plataforma dedicada a ajudar viajantes a acumular mais pontos, emitir passagens com milhas, escolher os melhores cartões de crédito e aproveitar oportunidades para viajar pagando menos, sempre com análises independentes, comparativos detalhados e foco na educação financeira aplicada ao turismo.Além do Viagem Black, Hugo possui ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, SEO e análise de produtos financeiros, desenvolvendo artigos, guias e estudos voltados para cartões premium, programas de fidelidade, bancos digitais, investimentos e estratégias de otimização de gastos.Seu objetivo é democratizar o acesso às informações sobre o mercado de viagens e fidelidade, mostrando que, com planejamento e conhecimento, é possível viajar mais, melhor e gastando muito menos.

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