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Cartão de loja ou cartão de Banco? Brasileiro gasta mais do dobro em um que no outro, Veja quem ganha!

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Um levantamento inédito sobre o mercado de crédito no varejo brasileiro mostra uma mudança importante no comportamento dos consumidores. Em 2025, o valor médio das compras realizadas com crédito próprio das lojas foi mais que o dobro do registrado nos cartões de crédito tradicionais emitidos por bancos.

Segundo o estudo, o ticket médio das compras feitas utilizando soluções próprias de crédito do varejo chegou a R$ 305,82, enquanto o cartão bancário apresentou média de R$ 143,52.

A diferença é de aproximadamente 113%.

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Os dados fazem parte da primeira edição do Relatório de Crédito do Varejo, elaborado pela Retail Payment Ecosystem (RPE) a partir de sua base transacional e de outras informações do mercado.

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Cartão da loja deixou de ser apenas uma forma de pagamento

Durante muito tempo, o cartão de loja esteve associado principalmente a descontos, parcelamentos e facilidades para comprar dentro de determinada rede.

O cenário, porém, está mudando.

As varejistas passaram a utilizar suas próprias operações financeiras como uma ferramenta para financiar o consumo, principalmente em um momento de juros elevados e maior seletividade dos bancos na concessão de crédito.

O conceito inclui diferentes modelos, como cartões private label, cartões co-branded, crediário, Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e soluções de “compre agora e pague depois”.

Na média das redes analisadas pelo levantamento, 15,52% do faturamento de 2025 foi realizado por meios de pagamento próprios.

Em alguns segmentos, a participação é muito maior.

Em moda, crédito próprio chega a responder por quase 60% das vendas

O setor de moda, vestuário e calçados aparece como um dos exemplos mais avançados.

Na média das operações analisadas, o crédito próprio representou 29,26% das vendas em 2025.

Entretanto, entre operações consideradas maduras, a participação chegou a 58,77%.

Isso significa que, em determinados negócios, mais da metade das vendas já passa por uma estrutura financeira ligada diretamente à própria varejista.

O comportamento também aparece no valor das compras.

Nas operações de moda analisadas, o ticket médio das compras parceladas alcançou R$ 257,14, enquanto as compras à vista tiveram ticket médio de apenas R$ 82,75.

A diferença mostra como o parcelamento pode influenciar diretamente a capacidade de compra do consumidor.

Até supermercado está entrando na onda do parcelamento

Outro dado curioso aparece no varejo alimentar.

O consumidor está utilizando cada vez mais o crédito para administrar o orçamento, inclusive em uma categoria tradicionalmente associada a compras à vista: supermercados e atacarejos.

Em 2025, o ticket médio das compras parceladas nesse segmento chegou a R$ 311,86, contra R$ 208,60 nas compras à vista.

O ticket das compras parceladas cresceu 6,94% em um ano, enquanto o valor médio das compras à vista avançou apenas 2,74%.

A mudança pode ser explicada pela tentativa do consumidor de distribuir as despesas ao longo dos meses.

Em um cenário de orçamento pressionado, parcelar uma compra pode permitir que o consumidor preserve parte do dinheiro disponível naquele momento.

O potencial do crédito próprio nos supermercados ainda é enorme

Apesar do crescimento, o relatório aponta que o crédito próprio ainda possui uma participação relativamente pequena no varejo alimentar.

A penetração média registrada foi de 8,83%.

O estudo utiliza como referência um benchmark de operações maduras entre 55% e 60%, indicando um enorme espaço potencial para crescimento.

O setor alimentar movimentou aproximadamente R$ 1,145 trilhão em 2025, segundo dados citados no relatório.

Por isso, supermercados e atacarejos podem se transformar em uma das principais fronteiras para a expansão dos serviços financeiros oferecidos diretamente pelo varejo.

Por que as lojas querem oferecer crédito?

A estratégia vai muito além de facilitar uma compra.

Quando uma empresa oferece seu próprio cartão ou outra modalidade de crédito, ela consegue estabelecer um relacionamento mais próximo com o consumidor.

O cliente pode receber:

  • descontos exclusivos;
  • condições especiais de parcelamento;
  • limites de crédito;
  • preços diferenciados;
  • benefícios vinculados ao cartão;
  • campanhas de fidelidade.

Para a varejista, existe ainda outro benefício importante: conhecer melhor o comportamento de consumo do cliente.

Isso permite analisar frequência de compras, valores gastos, categorias preferidas e utilização do crédito.

Com esses dados, a empresa consegue trabalhar tanto ações comerciais quanto modelos de concessão e gerenciamento de risco.

Desconto pode fazer cliente voltar mais vezes

O estudo também apresenta um exemplo interessante envolvendo uma estratégia conhecida como “Preço 2”.

Nesse modelo, o consumidor recebe um preço diferente quando utiliza o cartão ou meio de pagamento próprio da varejista.

Em uma das operações analisadas, o gasto anual por cliente chegou a R$ 6.859, contra R$ 3.696 no padrão observado para o segmento alimentar.

Isso representa uma diferença de 85,6%.

Mas o dado mais interessante está em outro ponto: o valor médio de cada compra praticamente não mudou.

A diferença apareceu principalmente na frequência.

O cliente da operação com “Preço 2” realizou, em média, 29,08 visitas por ano, enquanto o padrão observado no segmento foi de 15,66 visitas.

Ou seja, o cartão pode funcionar não apenas para financiar uma compra, mas também como uma ferramenta para aumentar a recorrência do consumidor.

Bancos ganham um novo concorrente no crédito

O avanço dos cartões de varejo também mostra que os bancos não são mais os únicos protagonistas quando o assunto é crédito ao consumidor.

As grandes redes possuem algo extremamente valioso: dados sobre o comportamento de compra.

Uma varejista sabe o que o cliente compra, com que frequência ele visita suas lojas e quanto costuma gastar.

Quando esses dados são combinados com uma operação de crédito, a empresa consegue construir modelos próprios para definir limites, avaliar risco e estimular novas compras.

Isso ajuda a explicar por que o crédito próprio vem ganhando importância estratégica.

Crédito maior não significa necessariamente consumo maior em todos os casos

É importante fazer uma ressalva sobre os números.

O fato de o ticket médio do crédito próprio ter chegado a R$ 305,82 não significa que todo consumidor que utiliza cartão de loja passe automaticamente a gastar mais.

O próprio levantamento utiliza bases diferentes para comparar o crédito varejista e o cartão bancário tradicional.

Ainda assim, a diferença encontrada é relevante e indica que o crédito próprio está sendo utilizado de maneira especialmente importante em compras de maior valor.

Em setores como eletrodomésticos, móveis e materiais de construção, por exemplo, o parcelamento aparece como uma ferramenta importante para viabilizar compras que dificilmente seriam pagas integralmente à vista.

O desafio agora é conceder crédito de forma mais inteligente

O crescimento desse mercado também aumenta a responsabilidade das empresas.

Não basta simplesmente aprovar o maior número possível de consumidores.

O relatório mostra uma tendência de maior seletividade nas concessões, ao mesmo tempo em que algumas faixas de clientes aprovados passaram a receber limites maiores.

O objetivo é encontrar um equilíbrio entre aprovação, limite, prazo, risco e capacidade de pagamento.

Para o varejo, essa será uma das principais questões dos próximos anos.

Cartão de loja pode se tornar cada vez mais importante

Os dados mostram que o cartão de loja está deixando de ser apenas um produto complementar ao varejo.

Ele está se transformando em uma verdadeira ferramenta financeira das grandes redes.

Para o consumidor, isso pode significar mais alternativas de crédito e condições comerciais diferenciadas.

Para as empresas, representa uma oportunidade de aumentar vendas, fidelizar clientes e construir uma relação financeira própria.

Mas existe um cuidado importante: facilidade para parcelar não significa que a compra ficou mais barata.

O consumidor deve sempre verificar o custo total da operação, eventuais juros, número de parcelas e impacto da dívida no orçamento.

A expansão do crédito próprio pode ser positiva quando utilizada com planejamento. Sem controle, porém, a facilidade de aprovação e parcelamento também pode estimular o endividamento.

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  • 5b05920a90e3c2f827f8db2b3b07acb1 Cartão de loja ou cartão de Banco? Brasileiro gasta mais do dobro em um que no outro, Veja quem ganha! Cartões e Bancos Destaque Milhas e Emissões

    Hugo Reis é engenheiro de formação, com pós-graduação em Finanças e Marketing, e atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital e jornalismo colaborativo na internet.

    Ao longo de sua trajetória, especializou-se no universo das milhas aéreas, cartões de crédito, programas de fidelidade, salas VIP, contas globais e viagens internacionais, acompanhando diariamente as mudanças do mercado financeiro e da indústria de aviação para transformar informações complexas em conteúdo acessível e estratégico para o consumidor.

    É fundador e criador do Viagem Black, plataforma dedicada a ajudar viajantes a acumular mais pontos, emitir passagens com milhas, escolher os melhores cartões de crédito e aproveitar oportunidades para viajar pagando menos, sempre com análises independentes, comparativos detalhados e foco na educação financeira aplicada ao turismo.

    Além do Viagem Black, Hugo possui ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, SEO e análise de produtos financeiros, desenvolvendo artigos, guias e estudos voltados para cartões premium, programas de fidelidade, bancos digitais, investimentos e estratégias de otimização de gastos.

    Seu objetivo é democratizar o acesso às informações sobre o mercado de viagens e fidelidade, mostrando que, com planejamento e conhecimento, é possível viajar mais, melhor e gastando muito menos.

Hugo Reis é engenheiro de formação, com pós-graduação em Finanças e Marketing, e atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital e jornalismo colaborativo na internet.Ao longo de sua trajetória, especializou-se no universo das milhas aéreas, cartões de crédito, programas de fidelidade, salas VIP, contas globais e viagens internacionais, acompanhando diariamente as mudanças do mercado financeiro e da indústria de aviação para transformar informações complexas em conteúdo acessível e estratégico para o consumidor.É fundador e criador do Viagem Black, plataforma dedicada a ajudar viajantes a acumular mais pontos, emitir passagens com milhas, escolher os melhores cartões de crédito e aproveitar oportunidades para viajar pagando menos, sempre com análises independentes, comparativos detalhados e foco na educação financeira aplicada ao turismo.Além do Viagem Black, Hugo possui ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, SEO e análise de produtos financeiros, desenvolvendo artigos, guias e estudos voltados para cartões premium, programas de fidelidade, bancos digitais, investimentos e estratégias de otimização de gastos.Seu objetivo é democratizar o acesso às informações sobre o mercado de viagens e fidelidade, mostrando que, com planejamento e conhecimento, é possível viajar mais, melhor e gastando muito menos.

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