
Salas VIP “Pegue e Leve” ganham força e podem ser tendência nos aeroportos do mundo
A superlotação das salas VIP deixou de ser um problema restrito ao Brasil. Em grandes aeroportos da Europa, Ásia e, principalmente, dos Estados Unidos, o crescimento do número de passageiros com acesso aos lounges vem pressionando a capacidade desses espaços. Filas, dificuldade para encontrar lugares e tempo limitado de permanência passaram a fazer parte da rotina de muitos viajantes.
Diante desse cenário, uma nova solução começa a ganhar espaço: o conceito “Grab and Go” — ou, em português, “Pegue e Leve”.
A proposta é simples, mas pode mudar a forma como muitos passageiros utilizam os benefícios de salas VIP.
O que é uma sala VIP Grab and Go?
Ao contrário dos lounges tradicionais, onde o passageiro permanece durante horas aguardando o embarque, o modelo Grab and Go foi criado para quem deseja apenas fazer um lanche rápido antes do voo.
O funcionamento é bastante simples:
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- o passageiro entra na sala;
- escolhe alimentos e bebidas;
- pega os itens desejados;
- segue diretamente para o portão de embarque.
Na prática, o lounge deixa de ser um local de permanência prolongada e passa a funcionar como um ponto de retirada de refeições e bebidas.
Objetivo é reduzir a superlotação
A ideia surgiu como uma alternativa para aliviar a pressão sobre as salas VIP tradicionais.
Com muitos passageiros utilizando os lounges apenas para fazer um lanche rápido antes do embarque, faz sentido oferecer um espaço específico para esse público, deixando as áreas de descanso mais livres para quem realmente pretende permanecer por mais tempo.
Esse modelo pode ajudar a:
- reduzir filas;
- aumentar a rotatividade;
- melhorar o conforto dos lounges principais;
- diminuir a necessidade de expansão física das salas.
Estados Unidos já começam a testar o conceito
Um dos primeiros exemplos é o Poppin Lounge, instalado ao lado do The Club ATL, no Concourse F do Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta (ATL), um dos aeroportos mais movimentados do mundo.
Ao chegar ao local, o passageiro pode escolher entre utilizar a sala VIP tradicional ou optar pelo novo espaço no formato Grab and Go.
No Poppin Lounge, as estações de autoatendimento oferecem uma seleção de alimentos e bebidas para retirada rápida.
Entre as opções disponíveis estão:
- sanduíches;
- saladas;
- frutas;
- snacks;
- doces;
- sorvetes;
- cervejas;
- outras bebidas.
Tudo funciona em sistema de autosserviço, permitindo que o viajante faça sua escolha em poucos minutos.
Pode ser uma tendência para outros aeroportos
Embora ainda seja uma novidade, o modelo Grab and Go reúne características que fazem sentido para o momento atual da aviação.
Nos últimos anos, bancos e programas de fidelidade ampliaram significativamente o número de clientes com acesso a salas VIP. Como consequência, muitos lounges passaram a operar frequentemente próximos da capacidade máxima.
Nesse contexto, criar espaços destinados apenas à retirada de alimentos pode ser uma solução mais rápida e econômica do que ampliar lounges existentes ou construir novas salas.
Além disso, muitos passageiros utilizam a sala VIP por apenas alguns minutos, exclusivamente para pegar um café, um refrigerante ou um lanche antes do voo.
O Brasil pode seguir esse caminho?
Ainda não existem iniciativas semelhantes em grande escala nos aeroportos brasileiros, mas a tendência pode chegar ao país nos próximos anos.
Com o crescimento do número de cartões Black, Visa Infinite, World Elite e World Legend oferecendo acessos ilimitados, além da expansão de programas como DragonPass, LoungeKey, Priority Pass e Visa Airport Companion, a demanda por salas VIP continua aumentando.
Caso a superlotação permaneça como um desafio, modelos inspirados no Grab and Go podem se tornar uma alternativa interessante para operadores de lounges e aeroportos brasileiros.
Vale a pena?
O conceito de salas VIP “Pegue e Leve” não substitui os lounges tradicionais, mas pode complementar a experiência dos viajantes e ajudar a reduzir um dos maiores problemas enfrentados atualmente: a superlotação. Ao oferecer refeições rápidas em um ambiente de retirada, os aeroportos conseguem aumentar a rotatividade e preservar o conforto das salas principais. Se os testes realizados nos Estados Unidos se mostrarem bem-sucedidos, é bastante provável que esse modelo se espalhe para outros países, tornando-se uma nova tendência na experiência dos passageiros frequentes.
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