
‘Os Pastinhas’: Esquema de propina e fraudes por gerentes no BRB é alvo de operação
Esquema de propina e fraudes no BRB é alvo de operação da Polícia Civil no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema de corrupção, fraude bancária e pagamento de propina envolvendo funcionários do Banco de Brasília (BRB). A ação, realizada nesta quinta-feira (28), apura a liberação irregular de empréstimos consignados e créditos milionários mediante o uso de documentos falsificados e favorecimentos internos.
Segundo as investigações, o grupo criminoso seria formado por correspondentes bancários conhecidos como “pastinhas”, gerentes do banco, intermediários e operadores financeiros. A operação recebeu o nome de “Crédito Corrompido” e contou com o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), além das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro.
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De acordo com a PCDF, os suspeitos atuavam principalmente por meio de redes sociais, onde abordavam possíveis clientes oferecendo facilidades para aprovação de empréstimos. O foco principal eram professores temporários e pessoas com dificuldade para conseguir crédito junto às instituições financeiras.
Para viabilizar os contratos, o grupo utilizava contracheques falsificados e outros documentos adulterados, enviados diretamente para gerentes investigados por participação no esquema. Após a liberação dos empréstimos, parte do valor era repassada aos envolvidos como comissão ilegal.
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As investigações também apontam que alguns gerentes do banco teriam desviado dinheiro diretamente das contas das vítimas para integrantes da organização criminosa. Além disso, a polícia identificou uma segunda frente de atuação: a liberação de empréstimos milionários mediante pagamento de propina a funcionários da instituição.
Segundo os investigadores, operadores financeiros negociavam diretamente com gerentes do BRB para facilitar aprovações internas de alto valor em troca de vantagens financeiras. A suspeita é de que os envolvidos recebessem percentuais sobre os contratos aprovados irregularmente.
A estrutura do grupo foi dividida em diferentes núcleos pela Polícia Civil. Os chamados “pastinhas” eram responsáveis por captar clientes e providenciar documentos falsos. Outro grupo fazia a ponte entre os correspondentes bancários e os gerentes do banco.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 1 milhão ligados a um gerente investigado por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de empresa de fachada.
Os suspeitos poderão responder por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Tags: BRB, Polícia Civil, operação Crédito Corrompido, fraude bancária, corrupção, propina, empréstimos consignados, PCDF, lavagem de dinheiro, Distrito Federa
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