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Itaú muda o jogo: anuidade vira mensalidade e pode impactar os cartões premium

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Itaú muda o jogo: anuidade vira mensalidade e pode impactar os cartões premium

O Itaú Unibanco começou a implementar uma mudança discreta, mas que pode transformar completamente a forma como os clientes enxergam os cartões de alta renda: a anuidade está deixando de existir — pelo menos no nome — e dando lugar à mensalidade.

Para quem vive o universo de milhas, salas VIP e cartões Black premium, essa mudança vai muito além de semântica. Ela pode afetar diretamente estratégias de isenção, escolha de cartões e até o custo real de manter um produto no longo prazo.

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A mudança parece simples — mas não é

Na prática, o valor cobrado continua existindo. O que muda é a forma como ele é apresentado: em vez de uma anuidade (mesmo que parcelada), o cliente passa a pagar uma mensalidade, como se fosse um serviço por assinatura.

E aqui está o ponto-chave: isso muda completamente a percepção.

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Enquanto a anuidade passa a sensação de um compromisso anual, a mensalidade parece mais leve, mais flexível e mais fácil de aceitar — mesmo que, no fim do ano, o custo seja exatamente o mesmo (ou até maior).

Cartões premium entram em uma nova fase

Para quem utiliza cartões como o Itaú The One Mastercard Black, essa mudança acende um alerta importante.

O mercado já vem passando por transformações relevantes:

  • redução de acessos ilimitados a salas VIP
  • regras mais rígidas para convidados
  • aumento da exigência de gastos para benefícios
  • reposicionamento de produtos para alta renda

Agora, com a mensalidade, surge mais um elemento: a dificuldade de negociar custos.

Adeus às isenções fáceis?

Uma das grandes vantagens dos cartões premium sempre foi a possibilidade de conseguir isenção de anuidade — seja por alto volume de gastos, relacionamento com o banco ou negociação direta.

Mas quando o produto passa a ser tratado como uma assinatura, essa lógica muda.

A tendência é clara:
👉 menos espaço para negociação
👉 mais cobrança recorrente
👉 foco em “valor percebido” em vez de descontos

Ou seja, o banco deixa de “dar desconto” e passa a justificar o preço com benefícios contínuos.

O Itaú não está sozinho

Esse movimento acompanha uma tendência global. Fintechs como a Revolut já trabalham há anos com planos por assinatura, enquanto o Nubank aplica um modelo semelhante em produtos como o Ultravioleta.

O que antes era exceção agora começa a virar padrão — inclusive entre os grandes bancos tradicionais.

O impacto para quem viaja e acumula milhas

Para o público do Viagem Black, a principal questão é simples: ainda vale a pena pagar?

Com a cobrança mensal mais evidente, o cliente passa a analisar com mais frequência se está realmente utilizando:

  • salas VIP
  • programas de pontos
  • seguros e benefícios de viagem
  • experiências exclusivas

Se a resposta for “não”, o cancelamento tende a acontecer mais rápido do que no modelo antigo.

Um novo jogo no mercado de cartões

A mudança do Itaú sinaliza algo maior: os cartões premium estão deixando de ser apenas ferramentas de acúmulo de milhas e se tornando verdadeiros serviços de lifestyle financeiro.

E nesse novo cenário, não basta ter benefícios — é preciso justificar o custo todos os meses.

Para quem está atento, o recado é claro:
o jogo mudou… e rápido.


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Especialista em jornalismo colaborativo esportes, viagem e lazer. Escrevo para Blogues como MRnews, Jornal de Limeira, Viagem Black, Portal de Lauro, Gazeta de Sergipe e outros. Dúvidas e parcerias: midia@oimeliga.com.br

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